terça-feira, 17 de novembro de 2015

VILA DA MARMELEIRA, CORTES DE ÁGUA DIAS 17 E 19 DE NOVEMBRO

riomaiorviladamarmeleira
A vila da Marmeleira, no concelho de Rio Maior, vai sofrer cortes de água nos próximo dias 17 e 19 de novembro, devido aos trabalhos de substituição das condutas e ligação aos ramais domiciliários.
Segundo uma nota de imprensa da Câmara de Rio Maior, os obras vão decorrer na rua 25 de Abril, no dia 17, ao passo que, a 19, o corte terá lugar nas ruas Dr. Neuparth Vieira, João de Menezes e Bernardino Machado.
"Serão desenvolvidos todos os esforços para que as suspensões de abastecimento ocorram apenas durante os dias previstos, sendo que esta intervenção poderá provocar dificuldades no abastecimento de água na restante localidade durante esses dias", informa o mesmo comunicado.

sábado, 7 de novembro de 2015

SOLIDARIEDADE E APOIO AO TRABALHADORES DA UNICER/RICAL

Foto DR À porta da fábrica, os trabalhadores disseram estar em "defesa dos seus postos de trabalho"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/trabalhadores_da_unicer_endurecem_formas_de_luta.html
O PROJECTO DE CIDADANIA «dar a vez e a voz aos cidadãos» manifesta a sua solidariedade para com os trabalhadores da Unicer/Rical, em  luta pela defesa dos seus postos de trabalho, não permitindo o encerramento da fábrica de produção de refrigerantes, nem reestruturações que impliquem mais despedimentos, e apela aos trabalhadores do concelho de Rio Maior que lhes façam chegar a vossa solidariedade e apoio.

Realçamos a predisposição dos trabalhadores em unir-se e lutarem em defesa dos seus postos de trabalho, ao contrário do que fizeram em 2012, quando, o ex-ministro da economia, Pires de Lima decidiu encerrar a fábrica de cerveja, mandando para o desemprego 100 trabalhadores.

Estes despedimentos são inaceitáveis, para mais, quando do encerramento da fábrica supracitada, o argumento invocado, pela administração, era garantir a sustentabilidade e a viabilização da fábrica de refrigerantes, ao decidir encerrá-la reconhece que "vai recorrer a um parceiro para a produção das suas marcas de refrigerantes e, desta forma, desativar esta sua unidade", isto é, não vai deixar de produzir, mas sim descartar as suas responsabilidades, para com os trabalhadores e sociais, dando continuidade à destruição do aparelho produtivo da região. 

A empresa teve lucros de 33 milhões de euros em 2014, e recebeu 7 milhões de euros de fundos europeus (dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes europeus (cidadãos que pagam impostos), com a finalidade, como referem as organizações representativas dos trabalhadores "de dar sequência ao processo de reestruturação iniciada em 2012", que pressuponha manter os postos de trabalho e a laboração das fábricas existentes.

Como fica mais uma vez demonstrado, neste processo, os despedimentos iniciais tem sempre como justificação a sustentabilidade, a viabilização e consolidação da empresa, e assim garantir os postos de trabalho da grande maioria, não passa de uma grandiosa falácia, que tem como objectivo levar os trabalhadores a aceitar o inaceitável, ou seja, que o patronato crie um "exército" de trabalhadores desempregados de molde a que se sujeitem a trabalhar sem direitos e por salários paupérrimos.

A luta destes nossos concidadãos trabalhadores, com a solidariedade, apoio activo e público de todos e de cada um de nós, trabalhadoras, trabalhadores, cidadãs e cidadãos terá um desfecho que garanta os postos de trabalho e a continuação da laboração da fábrica de refrigerantes.  
       

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

RESTITUIÇÃO DE CAUÇÕES – LISTA DE CONSUMIDORES

O Projecto de Cidadania considera que a restituição de cauções, pagas quando da celebração de contratos de água até 1999, aos consumidores já se arrasta à demasiado tempo, demonstração de falta de respeito pelos cidadãos, por parte das entidades oficiais.
Passamos a transcrever, a informação existente na página oficial do Município, no sentido de contribuir para que os cidadãos, nesta situação, o possam requerer em tempo útil, e assim receberem as importâncias cobradas indevidamente, que deviam ser acrescidas de juros, tal como é norma legal, se fosse o inverso.
  
"Quem tem direito a pedir?
"Os consumidores (domésticos) que tinham contratos de serviços de abastecimento de água, celebrados até 1999, e cuja respetiva caução (caso tenha sido então cobrada) não lhe tenha sido restituída pelas entidades prestadoras destes serviços".
Se está nesta situação, ou for legal herdeiro, pode fazer o pedido de restituição da caução até 31 de Dezembro de 2015.    
Como pedir?
Se verificar que tem direito a receber, deverá solicitar à Autarquia a emissão de uma declaração comprovativa do direito à restituição da respetiva caução.
O segundo passo é enviar à Direcção-Geral do Consumidor o pedido de reembolso, acompanhado da declaração comprovativa do direito à restituição da respetiva caução passada pelo prestador de serviço.
Deverá anexar à documentação o número de identificação bancária (NIB) e cópia do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão.
O pedido deverá chegar à Direção-Geral do Consumidor através de carta ou email :
(Direção Geral do Consumidor, Praça Duque de Saldanha, 31, 3º, 1069-013 Lisboa, ou através de correio electrónico  dgc@dg.consumidor.pt até ao dia 31 de Dezembro de 2015)

Consulte aqui a lista de consumidores a quem não foi restituída a caução: http://www.cm-riomaior.pt/municipio/documentacao/avisos/879-edital-22-2015-restituicao-de-caucoes/file

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

POR UM TEJO E UM RIO MAIOR VIVOS

O Projecto de Cidadania, manifesta a sua solidariedade e apoio ao proTejo e a esta sua primeira reunião de trabalho, após as manifestações levadas a cabo no dia 26 de Setembro de 2015, em toda a Região Hidrográfica do Tejo e seus afluentes.

Congregando forças ficamos mais capazes de defender o Tejo e todos os seus afluentes, inclusive o rio Maior. 

Não podemos descurar a vigilância e a persistência, na defesa deste património natural, escasso e sem a qual não é possível a vida. 

CONVITE
REUNIÃO DE TRABALHO - 31 DE OUTUBRO DE 2015
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua REUNIÃO DE TRABALHO que se realizará no dia 31 de Outubro de 2015 (sábado) pelas 14 horas e 30 minutos, na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha (ex-Junta de Freguesia da Moita do Norte), com a seguinte ordem de trabalhos:
2º Análise da situação de poluição no rio TEJO e seus afluentes e definição de ações futuras
3º Diversos
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!
Como chegar?
Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha(ex-Junta de Freguesia de Moita do Norte) - Ver mapa

PELA ANULAÇÃO DO BRUTAL AUMENTO DA ÁGUA.

O Projecto de Cidadania congratula-se por:

- uma cidadã de Rio Maior ter colocado, no facebook, uma petição para recolher assinaturas solicitando à respectiva Câmara Municipal a "Anulação do aumento brutal das taxas da água do Município..."; 

- a Comissão de Utentes da Saúde e Serviços Públicos de Rio Maior ter lançado um abaixo-assinado contra o escandaloso aumento nas tarifas da água, saneamento e resíduos no concelho.

E, renova o convite às cidadãs e aos cidadãos riomaiorenses para que assinem, ambos os documentos, demonstrando assim o seu repúdio e indignação, face a estes escandalosos e injustificados aumentos.

Aprovados quando se verificou a reestruturação dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento que nos foi apresentado como tendo por objectivos, entre outros:

"assegurar maior equidade territorial e coesão social (...), um reajustamento das tarifas para que os municípios do interior paguem menos pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de águas residuais o que será compensado por uma actualização moderada das tarifas aplicadas aos municípios do litoral, sendo o decréscimo das tarifas com efeitos imediatos e a progressão tarifária, nos casos em que há aumentos de tarifas, feita num prazo de cinco anos por forma a diluir o impacto."
Fonte: águas livres, n.º 246, 6/2015 - WWW.EPAL.PT 

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), "a partir de 1 de Julho de 2015, vão-se verificar alterações nos preços em alta, nos casos dos municípios abastecidos pela Águas de Lisboa e Vale do Tejo + EPAL - ex-Águas do Oeste S.A. -, para um consumo médio mensal de 10 metros cúbicos de água, a descida é de 0.79€."

Avançando que:
"se irão registar reduções médias de 10, 15% nos preços da água e de 16, 20% nos do saneamento, o que equivale a uma diminuição média de 13, 29% na factura destes dois serviços.
(...)
as tarifas a cobrar aos municípios resultantes da agregação de sistemas em alta - saneamento de águas residuais: tarifa 2015 (por m3) 0.6209€, após agregação (1 de Julho de 2015) reduz para: 0.5107€; - abastecimento de água: tarifa 2015 (por m3) 0.6555€, após agregação, reduz para 0.5696€."
Fonte: www.adp.pt

sábado, 10 de outubro de 2015

ÁGUA: ISTO É UM ASSALTO...



O Movimento Projecto de Cidadania "Dar a vez e a voz aos Cidadãos", no dia 7 de Setembro de 2015, tornou público a sua posição sobre os escandalosos, absurdos e injustificáveis aumentos das tarifas da água e concluía:
"Por tudo isto, apelamos aos cidadãos de Rio Maior que façam ouvir a sua voz no sentido de rejeitar este aumento injusto."

Para já e face ao que se passa no nosso concelho (Rio Maior), o mínimo que se pode afirmar é que os cidadãos, ao receberem as facturas da água, com os novos tarifários, constataram que os nossos alertas correspondiam à realidade, e tem manifestado, nas redes sociais e nos locais públicos, o seu desagrado e indignação.

Concidadãos, é necessário termos presente em que contexto se dão estes brutais aumentos, isto é, no mês (Julho) em que entram em funcionamento as empresas resultantes das fusões dos sistemas multimunicipais que, segundo o ministro Moreira da Silva, vão permitir "... uma redução do valor das tarifas a cobrar aos municípios de 4,1 mil milhões de euros nos próximos 30 anos..." - E, entre outras coisas, acrescentou "Embora haja exceções, a regra geral é baixar preços no interior e aumentá-los gradualmente até 2020 no litoral (...). A partir de Julho deste ano, os concelhos que pagavam mais (...) já viram as suas facturas baixar". 
 Fonte: sol.pt/noticia/412822.

Neste quadro a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), informa-nos que as tarifas cobradas, ao município de Rio Maior, a partir de 1 de Julho de 2015, vão sofrer uma redução, indicando os valores concretos, tanto para o abastecimento de água como para o saneamento das águas residuais.
Podem consultar em:
www.ersar.pt/website/ViewContent.aspx?Name=Agregacoes_de_sistemas_multimunicipais 

Neste contexto, estamos perante uma gestão camarária que desconhece a Solidariedade Social e demonstra considerar a água como uma mercadoria. A água é um bem comum e escasso, como tal não pode ser encarado como uma mercadoria, nem apropriada com o fim de se obterem lucros para equilibrar as finanças da autarquia e não pode ser negada a nenhum cidadão.

Nesse sentido, o movimento global pela justiça da água tem um objectivo: que a água seja declarada um direito sagrado e fazer com que tal seja aceite por todas as organizações a nível mundial, nacional e local. A ONU e, recentemente, o Parlamento Europeu já declararam o acesso universal à agua como um direito humano inalienável.

Cabe aos serviços públicos, neste caso à Câmara Municipal, garantir o acesso a todos os cidadãos a este bem comum e escasso, a preços justos, tendo em consideração as dificuldades económicas com que estamos confrontados, em particular, quem sobrevive com os parcos: salários, reformas, subsídios de desemprego, etc.    

Mas, concidadãos riomaiorenses, a indignação só por si não é suficiente, é imperioso gerar acção capaz de tirar as devidas consequências, não podemos ficar pelos desabafos, impropérios, etc. mas congregar forças, vontades e determinação capaz de obter resultados efectivos, caso contrário leva-nos ao desânimo, ao "não podemos fazer nada...", ficamos sem rumo, e mais uma vez espoliados.

Não foi isso que, em 2011, os nossas/os concidadãs/os do Cartaxo fizeram, perante situação semelhante, antes pelo contrário, agiram e conseguiram a anulação dos aumentos.

Podem consultar o processo em:
movimentopelaagua.blogspot.pt/…/cartaxo-contra-aumento-do-p… ou consultar os jornais locais e nacionais.

Também, nesse mesmo ano (2011), a Câmara Municipal do nosso concelho, pretendia encher a cidade de parquímetros, eram cerca de novecentos lugares de estacionamento em via pública que passavam a ser pagos.

Como os cidadãos se fizeram ouvir, inclusive, através de um abaixo-assinado, que teve forte adesão, a câmara deu o dito por não dito e, até à data de hoje, Rio Maior pode-se, por acção das/os cidadãs/os, considerar: "cidade livre de parquímetros".

domingo, 4 de outubro de 2015

POR UM RIO MAIOR e TEJO VIVOS PARA TODA A CIDADANIA

                       



A situação de todo o rio Tejo, e agora especialmente da sua cabeceira, é insustentável. Esta situação resulta de muitos anos de gestão irracional, liderados por pressões e interesses de outras bacias (como os dos utilizadores das águas do transvase Tejo-Segura), que somam um impacto exorbitante e injusto às pressões próprias de que a bacia do Tejo já padece: descargas de águas residuais da maior concentração humana e industrial da península, extrações de irrigação e abastecimento, as centrais hidroelétricas e nucleares, as extrações e descargas ilegais, a ocupação do domínio público hídrico, a proliferação de espécies exóticas, etc. No entanto, no Tejo a existência do Transvase Tejo-Segura condiciona toda a gestão do rio e impede que se tomem as medidas necessárias para inverter a sua deterioração e melhorar o seu estado. Esta gestão privou todos os cidadãos do Tejo e as suas povoações ribeirinhas de um património ecológico, social, cultural, paisagístico e económico de primeira ordem como é o Tejo e o resto dos rios desta bacia.
A água das barragens da cabeceira do Tejo deveria ser chave para garantir os usos no início do Tejo, e o seu bom estado ecológico. No entanto, as barragens de Entrepeñas e Buendia encontram-se atualmente abaixo de 14% da sua capacidade, enquanto na bacia do Segura as barragens se encontram a 44% da sua capacidade. Apesar deste contraste, nos últimos meses, o Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente continuou a aprovar transvases desde a cabeceira do Tejo (agora transformado no "Mar de Aral de Castilla") para a bacia do Segura, tendo-se transvasado 155 hm3 durante este ano hidrológico (1 de Outubro 2014 - 1 outubro 2015), e autorizando-se a venda de 9 hm3 adicionais de água por parte das comunidades de regantes de Estremera e a Poveda no Tejo a regantes do Segura.
O novo Plano Hidrológico do Tejo (período 2015-2021), cuja aprovação está prevista para dezembro de 2015, é o culminar desta gestão e planeamento irracional, que continua a contemplar o Tejo e os seus afluentes como meros recipientes de água para vender, transvasar e usar. Este novo plano assume servilmente a perda de prioridade da bacia do Tejo e dos seus cidadãos para o transvase Tejo-Segura, apesar de ser reconhecida essa prioridade por lei. Também pressupõe que o Tejo e seus afluentes não vão ter regime de caudais ecológicos obrigatório até 2027 (na melhor das hipóteses), mantendo tanto os irrisórios caudais mínimos do plano de 98 e da legislação do transvase, aprovada sem estudos científicos que os sustentem e condenando o Tejo e seus afluentes ao longo de décadas. Não há Diretiva Quadro da Água para a bacia do Tejo, nem se aplica uma nova política europeia da água aos nossos rios, prisioneiros de uma gestão hídrica enraizada em postulados do século XIX.
Em protesto contra esta situação muitos grupos e comunidades, vilas e cidades da bacia do Tejo, em Espanha e Portugal, unidos na Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus afluentes (www.redtajo.es) convocaram hoje, dia 26 de Setembro de 2015, concentrações em diversas localidades da bacia, para mostrar a sua indignação e exigir uma gestão desta bacia que contemple o valor ambiental e social do Tejo e seus afluentes e tenha como objetivo não deteriorá-lo ainda mais, protegê-los e recuperá-los como RIOS VIVOS para toda a cidadania.
Como consequência a cidadania da bacia do Tejo / Tajo manifesta:
- Rejeitamos a atual redação da proposta de Plano Hidrológico do Tejo para o período 2015-2021. Esta proposta dá continuidade à péssima gestão do rio expressa no plano de bacia atualmente em vigor (RD 270/2014 de 11 de Abril), que está em recurso pelos grupos da Rede junto dos tribunais espanhóis e denunciado perante a Comissão Europeia.
- Consideramos que o transvase Tejo-Segura é uma obra desatualizada, inviável no contexto das alterações climáticas em que as entradas de água na cabeceira do Tejo já diminuíram em 47%. O transvase não pode continuar sendo uma servidão perpétua para a bacia do Tejo. Na bacia do Segura há água de sobra para beber se se respeitar a prioridade de uso para abastecimento já que mais de 80% dos recursos são destinados à irrigação. Existe, além disso, uma ampla capacidade de geração de água com dessalinizadoras que foram em grande parte financiadas com fundos europeus. Se o preço da água dessalinizada é muito superior ao preço da água do transvase (que é fortemente subsidiado), e demasiado elevado para o agronegócio, este não é um problema que deva continuar a ser assumido pela bacia do Tejo, sendo que se devem encontrar canais políticos de resolução.
- O Plano Hidrológico do Tejo pendente aprovação considera o Transvase Tejo-Segura e a regulamentação derivada do Memorando do Tejo (primeiro as disposições finais da Lei de Impacto Ambiental e, na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional, as da Lei 21/2015 de Montes) como um condicionante prévio ao processo de planeamento. Assim, o Plano contribui para que as necessidades da bacia do Tejo percam a prioridade que a lei lhes outorga sobre os possíveis transvases. Assim, distorce-se o processo de planeamento hidrológico no Tejo, que já não tem a capacidade para determinar os supostos excedentes de água transvasáveis nem o regime de caudais que devem circular pelos seus rios. Desta forma infringe-se a normativa europeia e estatal em matéria de proteção da água, planeamento hidrológico, avaliação ambiental, participação pública e proteção e gestão dos habitats naturais e das espécies dependentes da água.
- Denunciamos a situação do rio Tejo na Estremadura, um rio artificializado que perdeu a sua dinâmica natural por estar submetido a um forte aproveitamento hidroelétrico e à gestão da central nuclear de Almaraz. Isto traduz-se na chegada a Portugal de caudais muito limitados - acordados na Convenção de Albufeira e turbinados segundo a conveniência hidroelétrica – e contaminados, que são lesivos para o Tejo em Portugal.
Por tudo isto, as cidades, povoações e movimentos de cidadania de quatro Comunidades Autónomas (Madrid, Castilla-La Mancha, Castilla y León, e Extremadura) e dois países, Espanha e Portugal, unimo-nos para defender conjuntamente o rio Tejo e a sua bacia, e exigimos:
- O estabelecimento no Tejo, e TODOS os rios da bacia, de um regime obrigatório de caudais ecológicos real que permita recuperá-los como Rios Vivos e ambientalmente saudáveis para todos os cidadãos, mantendo ao mesmo tempo o importante papel ecológico, cultural, paisagístico, económico e social que desempenham. Especificamente, exigimos o estabelecimento de um caudal mínimo ecológico no rio Tejo de, pelo menos, 11,74 m3 / s em Aranjuez, 23 m3 / s em Toledo e 27,82 m3 / s em Talavera de la Reina, com uma variação temporal semelhante à do regime natural.
- O encerramento do transvase Tejo-Segura cuja permanência e novo regime de exploração (referido na regulamentação derivada do Memorando) não permite a recuperação do rio Tejo. Enquanto isso, exigimos a imediata paralisação da atual campanha de transvases e a recuperação dos volumes de água na cabeceira do Tejo até níveis que garantam as necessidades sociais e ambientais das povoações ribeirinhas.
- Melhorar o tratamento de águas residuais em toda a bacia do Tejo, e, muito especialmente, as da Comunidade de Madrid que chegam à parte central do Tejo através do rio Jarama, a jusante de Aranjuez.
- Uma exploração hidroelétrica na Estremadura que permita a chegada a Portugal de um regime adequado de caudais ambientais em Cedilho e que se reduza e elimine a contaminação de todo o tipo no rio Tejo, incluindo a radioativa. 
- Melhorar a gestão do rio na parte portuguesa da bacia e exigir ao governo português um controlo efetivo sobre a poluição da agricultura, indústria, suinicultura, águas residuais urbanas e outras descargas de efluentes não tratados, e o estabelecimento de regimes de caudais ecológicos reais e efetivos nos rios portugueses da bacia do Tejo.
Bacia do Tejo/ Tajo, 26 de Setembro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

QUANDO A VONTADE NÃO É PEQUENA...

A Filarmónica de S. Sebastião, tem uma história rica e demonstrativa de como é possível realizar, construir, criar cultura e fazer história, com o empenho, vontade e participação cidadã.
Este primeiro Encontro de Estudos Riomaiorenses é mais uma demonstração de vontade e capacidade de realização, registo, interpretação e divulgação da história do nosso concelho.
Região de Rio Maior com Ricardo Martins1º Encontro de Estudos Riomaiorenses
Cerca de três dezenas de pessoas assistiram/participaram no 1º Encontro de Estudos Riomaiorenses, que teve lugar em S. Seba...

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