segunda-feira, 26 de outubro de 2015

PELA ANULAÇÃO DO BRUTAL AUMENTO DA ÁGUA.

O Projecto de Cidadania congratula-se por:

- uma cidadã de Rio Maior ter colocado, no facebook, uma petição para recolher assinaturas solicitando à respectiva Câmara Municipal a "Anulação do aumento brutal das taxas da água do Município..."; 

- a Comissão de Utentes da Saúde e Serviços Públicos de Rio Maior ter lançado um abaixo-assinado contra o escandaloso aumento nas tarifas da água, saneamento e resíduos no concelho.

E, renova o convite às cidadãs e aos cidadãos riomaiorenses para que assinem, ambos os documentos, demonstrando assim o seu repúdio e indignação, face a estes escandalosos e injustificados aumentos.

Aprovados quando se verificou a reestruturação dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento que nos foi apresentado como tendo por objectivos, entre outros:

"assegurar maior equidade territorial e coesão social (...), um reajustamento das tarifas para que os municípios do interior paguem menos pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de águas residuais o que será compensado por uma actualização moderada das tarifas aplicadas aos municípios do litoral, sendo o decréscimo das tarifas com efeitos imediatos e a progressão tarifária, nos casos em que há aumentos de tarifas, feita num prazo de cinco anos por forma a diluir o impacto."
Fonte: águas livres, n.º 246, 6/2015 - WWW.EPAL.PT 

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), "a partir de 1 de Julho de 2015, vão-se verificar alterações nos preços em alta, nos casos dos municípios abastecidos pela Águas de Lisboa e Vale do Tejo + EPAL - ex-Águas do Oeste S.A. -, para um consumo médio mensal de 10 metros cúbicos de água, a descida é de 0.79€."

Avançando que:
"se irão registar reduções médias de 10, 15% nos preços da água e de 16, 20% nos do saneamento, o que equivale a uma diminuição média de 13, 29% na factura destes dois serviços.
(...)
as tarifas a cobrar aos municípios resultantes da agregação de sistemas em alta - saneamento de águas residuais: tarifa 2015 (por m3) 0.6209€, após agregação (1 de Julho de 2015) reduz para: 0.5107€; - abastecimento de água: tarifa 2015 (por m3) 0.6555€, após agregação, reduz para 0.5696€."
Fonte: www.adp.pt

sábado, 10 de outubro de 2015

ÁGUA: ISTO É UM ASSALTO...



O Movimento Projecto de Cidadania "Dar a vez e a voz aos Cidadãos", no dia 7 de Setembro de 2015, tornou público a sua posição sobre os escandalosos, absurdos e injustificáveis aumentos das tarifas da água e concluía:
"Por tudo isto, apelamos aos cidadãos de Rio Maior que façam ouvir a sua voz no sentido de rejeitar este aumento injusto."

Para já e face ao que se passa no nosso concelho (Rio Maior), o mínimo que se pode afirmar é que os cidadãos, ao receberem as facturas da água, com os novos tarifários, constataram que os nossos alertas correspondiam à realidade, e tem manifestado, nas redes sociais e nos locais públicos, o seu desagrado e indignação.

Concidadãos, é necessário termos presente em que contexto se dão estes brutais aumentos, isto é, no mês (Julho) em que entram em funcionamento as empresas resultantes das fusões dos sistemas multimunicipais que, segundo o ministro Moreira da Silva, vão permitir "... uma redução do valor das tarifas a cobrar aos municípios de 4,1 mil milhões de euros nos próximos 30 anos..." - E, entre outras coisas, acrescentou "Embora haja exceções, a regra geral é baixar preços no interior e aumentá-los gradualmente até 2020 no litoral (...). A partir de Julho deste ano, os concelhos que pagavam mais (...) já viram as suas facturas baixar". 
 Fonte: sol.pt/noticia/412822.

Neste quadro a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), informa-nos que as tarifas cobradas, ao município de Rio Maior, a partir de 1 de Julho de 2015, vão sofrer uma redução, indicando os valores concretos, tanto para o abastecimento de água como para o saneamento das águas residuais.
Podem consultar em:
www.ersar.pt/website/ViewContent.aspx?Name=Agregacoes_de_sistemas_multimunicipais 

Neste contexto, estamos perante uma gestão camarária que desconhece a Solidariedade Social e demonstra considerar a água como uma mercadoria. A água é um bem comum e escasso, como tal não pode ser encarado como uma mercadoria, nem apropriada com o fim de se obterem lucros para equilibrar as finanças da autarquia e não pode ser negada a nenhum cidadão.

Nesse sentido, o movimento global pela justiça da água tem um objectivo: que a água seja declarada um direito sagrado e fazer com que tal seja aceite por todas as organizações a nível mundial, nacional e local. A ONU e, recentemente, o Parlamento Europeu já declararam o acesso universal à agua como um direito humano inalienável.

Cabe aos serviços públicos, neste caso à Câmara Municipal, garantir o acesso a todos os cidadãos a este bem comum e escasso, a preços justos, tendo em consideração as dificuldades económicas com que estamos confrontados, em particular, quem sobrevive com os parcos: salários, reformas, subsídios de desemprego, etc.    

Mas, concidadãos riomaiorenses, a indignação só por si não é suficiente, é imperioso gerar acção capaz de tirar as devidas consequências, não podemos ficar pelos desabafos, impropérios, etc. mas congregar forças, vontades e determinação capaz de obter resultados efectivos, caso contrário leva-nos ao desânimo, ao "não podemos fazer nada...", ficamos sem rumo, e mais uma vez espoliados.

Não foi isso que, em 2011, os nossas/os concidadãs/os do Cartaxo fizeram, perante situação semelhante, antes pelo contrário, agiram e conseguiram a anulação dos aumentos.

Podem consultar o processo em:
movimentopelaagua.blogspot.pt/…/cartaxo-contra-aumento-do-p… ou consultar os jornais locais e nacionais.

Também, nesse mesmo ano (2011), a Câmara Municipal do nosso concelho, pretendia encher a cidade de parquímetros, eram cerca de novecentos lugares de estacionamento em via pública que passavam a ser pagos.

Como os cidadãos se fizeram ouvir, inclusive, através de um abaixo-assinado, que teve forte adesão, a câmara deu o dito por não dito e, até à data de hoje, Rio Maior pode-se, por acção das/os cidadãs/os, considerar: "cidade livre de parquímetros".

domingo, 4 de outubro de 2015

POR UM RIO MAIOR e TEJO VIVOS PARA TODA A CIDADANIA

                       



A situação de todo o rio Tejo, e agora especialmente da sua cabeceira, é insustentável. Esta situação resulta de muitos anos de gestão irracional, liderados por pressões e interesses de outras bacias (como os dos utilizadores das águas do transvase Tejo-Segura), que somam um impacto exorbitante e injusto às pressões próprias de que a bacia do Tejo já padece: descargas de águas residuais da maior concentração humana e industrial da península, extrações de irrigação e abastecimento, as centrais hidroelétricas e nucleares, as extrações e descargas ilegais, a ocupação do domínio público hídrico, a proliferação de espécies exóticas, etc. No entanto, no Tejo a existência do Transvase Tejo-Segura condiciona toda a gestão do rio e impede que se tomem as medidas necessárias para inverter a sua deterioração e melhorar o seu estado. Esta gestão privou todos os cidadãos do Tejo e as suas povoações ribeirinhas de um património ecológico, social, cultural, paisagístico e económico de primeira ordem como é o Tejo e o resto dos rios desta bacia.
A água das barragens da cabeceira do Tejo deveria ser chave para garantir os usos no início do Tejo, e o seu bom estado ecológico. No entanto, as barragens de Entrepeñas e Buendia encontram-se atualmente abaixo de 14% da sua capacidade, enquanto na bacia do Segura as barragens se encontram a 44% da sua capacidade. Apesar deste contraste, nos últimos meses, o Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente continuou a aprovar transvases desde a cabeceira do Tejo (agora transformado no "Mar de Aral de Castilla") para a bacia do Segura, tendo-se transvasado 155 hm3 durante este ano hidrológico (1 de Outubro 2014 - 1 outubro 2015), e autorizando-se a venda de 9 hm3 adicionais de água por parte das comunidades de regantes de Estremera e a Poveda no Tejo a regantes do Segura.
O novo Plano Hidrológico do Tejo (período 2015-2021), cuja aprovação está prevista para dezembro de 2015, é o culminar desta gestão e planeamento irracional, que continua a contemplar o Tejo e os seus afluentes como meros recipientes de água para vender, transvasar e usar. Este novo plano assume servilmente a perda de prioridade da bacia do Tejo e dos seus cidadãos para o transvase Tejo-Segura, apesar de ser reconhecida essa prioridade por lei. Também pressupõe que o Tejo e seus afluentes não vão ter regime de caudais ecológicos obrigatório até 2027 (na melhor das hipóteses), mantendo tanto os irrisórios caudais mínimos do plano de 98 e da legislação do transvase, aprovada sem estudos científicos que os sustentem e condenando o Tejo e seus afluentes ao longo de décadas. Não há Diretiva Quadro da Água para a bacia do Tejo, nem se aplica uma nova política europeia da água aos nossos rios, prisioneiros de uma gestão hídrica enraizada em postulados do século XIX.
Em protesto contra esta situação muitos grupos e comunidades, vilas e cidades da bacia do Tejo, em Espanha e Portugal, unidos na Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus afluentes (www.redtajo.es) convocaram hoje, dia 26 de Setembro de 2015, concentrações em diversas localidades da bacia, para mostrar a sua indignação e exigir uma gestão desta bacia que contemple o valor ambiental e social do Tejo e seus afluentes e tenha como objetivo não deteriorá-lo ainda mais, protegê-los e recuperá-los como RIOS VIVOS para toda a cidadania.
Como consequência a cidadania da bacia do Tejo / Tajo manifesta:
- Rejeitamos a atual redação da proposta de Plano Hidrológico do Tejo para o período 2015-2021. Esta proposta dá continuidade à péssima gestão do rio expressa no plano de bacia atualmente em vigor (RD 270/2014 de 11 de Abril), que está em recurso pelos grupos da Rede junto dos tribunais espanhóis e denunciado perante a Comissão Europeia.
- Consideramos que o transvase Tejo-Segura é uma obra desatualizada, inviável no contexto das alterações climáticas em que as entradas de água na cabeceira do Tejo já diminuíram em 47%. O transvase não pode continuar sendo uma servidão perpétua para a bacia do Tejo. Na bacia do Segura há água de sobra para beber se se respeitar a prioridade de uso para abastecimento já que mais de 80% dos recursos são destinados à irrigação. Existe, além disso, uma ampla capacidade de geração de água com dessalinizadoras que foram em grande parte financiadas com fundos europeus. Se o preço da água dessalinizada é muito superior ao preço da água do transvase (que é fortemente subsidiado), e demasiado elevado para o agronegócio, este não é um problema que deva continuar a ser assumido pela bacia do Tejo, sendo que se devem encontrar canais políticos de resolução.
- O Plano Hidrológico do Tejo pendente aprovação considera o Transvase Tejo-Segura e a regulamentação derivada do Memorando do Tejo (primeiro as disposições finais da Lei de Impacto Ambiental e, na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional, as da Lei 21/2015 de Montes) como um condicionante prévio ao processo de planeamento. Assim, o Plano contribui para que as necessidades da bacia do Tejo percam a prioridade que a lei lhes outorga sobre os possíveis transvases. Assim, distorce-se o processo de planeamento hidrológico no Tejo, que já não tem a capacidade para determinar os supostos excedentes de água transvasáveis nem o regime de caudais que devem circular pelos seus rios. Desta forma infringe-se a normativa europeia e estatal em matéria de proteção da água, planeamento hidrológico, avaliação ambiental, participação pública e proteção e gestão dos habitats naturais e das espécies dependentes da água.
- Denunciamos a situação do rio Tejo na Estremadura, um rio artificializado que perdeu a sua dinâmica natural por estar submetido a um forte aproveitamento hidroelétrico e à gestão da central nuclear de Almaraz. Isto traduz-se na chegada a Portugal de caudais muito limitados - acordados na Convenção de Albufeira e turbinados segundo a conveniência hidroelétrica – e contaminados, que são lesivos para o Tejo em Portugal.
Por tudo isto, as cidades, povoações e movimentos de cidadania de quatro Comunidades Autónomas (Madrid, Castilla-La Mancha, Castilla y León, e Extremadura) e dois países, Espanha e Portugal, unimo-nos para defender conjuntamente o rio Tejo e a sua bacia, e exigimos:
- O estabelecimento no Tejo, e TODOS os rios da bacia, de um regime obrigatório de caudais ecológicos real que permita recuperá-los como Rios Vivos e ambientalmente saudáveis para todos os cidadãos, mantendo ao mesmo tempo o importante papel ecológico, cultural, paisagístico, económico e social que desempenham. Especificamente, exigimos o estabelecimento de um caudal mínimo ecológico no rio Tejo de, pelo menos, 11,74 m3 / s em Aranjuez, 23 m3 / s em Toledo e 27,82 m3 / s em Talavera de la Reina, com uma variação temporal semelhante à do regime natural.
- O encerramento do transvase Tejo-Segura cuja permanência e novo regime de exploração (referido na regulamentação derivada do Memorando) não permite a recuperação do rio Tejo. Enquanto isso, exigimos a imediata paralisação da atual campanha de transvases e a recuperação dos volumes de água na cabeceira do Tejo até níveis que garantam as necessidades sociais e ambientais das povoações ribeirinhas.
- Melhorar o tratamento de águas residuais em toda a bacia do Tejo, e, muito especialmente, as da Comunidade de Madrid que chegam à parte central do Tejo através do rio Jarama, a jusante de Aranjuez.
- Uma exploração hidroelétrica na Estremadura que permita a chegada a Portugal de um regime adequado de caudais ambientais em Cedilho e que se reduza e elimine a contaminação de todo o tipo no rio Tejo, incluindo a radioativa. 
- Melhorar a gestão do rio na parte portuguesa da bacia e exigir ao governo português um controlo efetivo sobre a poluição da agricultura, indústria, suinicultura, águas residuais urbanas e outras descargas de efluentes não tratados, e o estabelecimento de regimes de caudais ecológicos reais e efetivos nos rios portugueses da bacia do Tejo.
Bacia do Tejo/ Tajo, 26 de Setembro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

QUANDO A VONTADE NÃO É PEQUENA...

A Filarmónica de S. Sebastião, tem uma história rica e demonstrativa de como é possível realizar, construir, criar cultura e fazer história, com o empenho, vontade e participação cidadã.
Este primeiro Encontro de Estudos Riomaiorenses é mais uma demonstração de vontade e capacidade de realização, registo, interpretação e divulgação da história do nosso concelho.
Região de Rio Maior com Ricardo Martins1º Encontro de Estudos Riomaiorenses
Cerca de três dezenas de pessoas assistiram/participaram no 1º Encontro de Estudos Riomaiorenses, que teve lugar em S. Seba...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O Projecto de Cidadania congratula-se e está solidário com a EICEL1920, pela realização desta exposição de fotografia, que regista, para memória futura, os rostos e os traços vincados em cada um dos, que ainda foi possível fotografar, "Mineiros de Rio Maior". Este desígnio não podia ser mais demonstrativo da vontade e empenho em registar, defender, recuperar e preservar o património mineiro, material e imaterial, existente no nosso concelho.

Passamos a divulgar o convite, endereçado a todos os riomaiorenres, feito pela EICEL1920:

 

MINEIROS DE RIO MAIOR. Exposição de Fotografia. 




João Severino Inácio (1932-2014). Fotografia por Fernando Penim Redondo, 2014.

Convite para a inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015.


No âmbito de registo da história oral da antiga Comunidade Mineira de Rio Maior, a EICEL1920 tem vindo a realizar entrevistas e reportagens fotográficas com os membros da Comissão de antigos funcionários da EICEL, constituída no seio desta associação.

O resultado das reportagens fotográficas realizadas durante o ano de 2014, pelo fotógrafo Fernando Penim Redondo, será apresentado ao público em exposição intitulada “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015, que este ano têm como tema o “Património Industrial e Técnico”.

A Direcção da EICEL1920 tem o grato prazer de convidar todos os riomaiorenses a marcarem presença na inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro de 2015, pelas 18h00, na sede da EICEL1920, localizada na Rua Cidade de Santarém, n.º 23, em Rio Maior.

No dia 26 de Setembro (sábado), a partir das 15h, a exposição estará aberta ao público em geral. 

A Direcção da EICEL1920.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Projecto de Cidadania " dar a vez e a voz aos Cidadãos" convida os nossos concidadãos a fazerem-se ouvir e exigirem, às autoridades competentes, a despoluição do rio Tejo e seus afluentes, participando nas manifestações, promovidas pela Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo de Portugal e Espanha, que se realizam no dia 26 de Setembro de 2015, pelas 15.00 horas.

Pela despoluição do Tejo e do rio Maior, a concentração está marcada para a ponte da Asseca - Vale de Santarém, por baixo passa o rio MAIOR, já MORIBUNDO, vamos permitir que o MATEM?

Como todos nós sabemos o rio Tejo e todos os seus afluentes, inclusive o rio Maior, têm vindo a sofrer uma sistemática e crescente vaga de poluição que atenta contra toda a espécie de vida, inclusive a humana.

As fontes poluidores tem as mais e diversificadas origens, tanto em Portugal como em Espanha, desde os fertilizantes e os herbicidas utilizados na agricultura intensiva, passando pela: eutrofização produzida pela estagnação das águas nas barragens da Estremadura; descarga de águas residuais urbanas; das indústrias; das suiniculturas; e, outras descargas de efluentes sem o tratamento adequado, até à contaminação radiológica com origem na Central Nuclear de Almaraz, com total desrespeito pelas leis em vigor.

E, perante estes contínuos atropelos e sistemática violação das leis em vigor, as autoridades competentes descartam-se, mesmo quando são informadas pelas organizações ecologistas, cívicas e cidadãos, quer directa ou indirectamente através dos órgãos de informação locais, regionais, nacionais e redes sociais, como por exemplo, as que foram reportadas pelas organizações ecologistas e cívicas locais e vários cidadãos, identificando as fontes poluidoras e, nalguns casos, apesar das autoridades fiscalizadoras terem feito o que lhes competia, como não podia deixar de ser, não houve as consequências adequadas e necessárias, noutros, nem aquelas actuaram e os poluidores mantém as suas acções destruidoras dos ecossistemas aquáticos e na vida dos cidadãos, já que tem repercussões na própria cadeia alimentar.

Segundo as organizações que promovem estas iniciativas, entre outras questões, avançam com algumas das que consideram fundamentais, passamos a trascrever:


"A gravidade desta poluição das águas do rio Tejo acentua-se devido aos caudais cada vez mais reduzidos que afluem de Espanha, diminuindo a capacidade de depuração natural do rio Tejo.

Esta catastrófica situação do rio Tejo e seus afluentes tem graves implicações na qualidade das águas para as regas dos campos, para a pesca, para a saúde das pessoas e impede o aproveitamento do potencial da região ribeirinha para práticas de lazer, de turismo fluvial e desportos náuticos, respeitando a natureza e a saúde ambiental da bacia hidrográfica do Tejo.
Nunca o rio Tejo e seus afluentes registaram tão elevado grau de poluição, de abandono e falta de respeito, por parte de uma minoria que tudo destrói, perante a complacência das autoridades.
Não estão em causa, de modo nenhum, as atividades realizadas por empresas e outras organizações na bacia hidrográfica do Tejo, o que se saúda e deseja, porém tal deve ocorrer de acordo com as práticas adequadas à salvaguarda do bem comum que o rio Tejo e seus afluentes constituem para os seus ecossistemas aquáticos e para as populações ribeirinhas.

Esta MANIFESTAÇÃO CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO TEJO E SEUS
AFLUENTES tem como finalidade reivindicar junto do Governo e da Agência
Portuguesa do Ambiente o seguinte:
1º. O cumprimento da Diretiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom
estado ecológico das águas do Tejo;
2º. O estabelecimento e quantificação de um regime de caudais ecológicos,
diários, semanais e mensais, refletidos nos Planos da Bacia Hidrológica do
Tejo, em Espanha e em Portugal, e na Convenção de Albufeira;
3º. A ação rigorosa e consequente da fiscalização ambiental contra a poluição,
crescente e contínua, que cada vez mais devasta o rio Tejo e os seus
afluentes;
4º. A intervenção junto do governo espanhol com vista ao encerramento da
Central Nuclear de Almaraz, eliminando a contaminação radiológica do rio
Tejo e o risco de acidente nuclear;
5º. A realização de ações para restaurar o sistema fluvial natural e o seu
ambiente, nomeadamente, a reposição da conectividade fluvial."


domingo, 13 de setembro de 2015

Brutal aumento das tarifas da água em Rio Maior: +66%!

É um dos concelhos onde a água é mais cara - segundo estudo da DECO!


Rio Maior é um dos concelhos onde a água é mais cara! - diz a DECO
Estes aumentos, ainda mais chocantes porque acontecem num período de grandes dificuldades económicas, aumentam ainda mais a já pesada carga que os riomaiorenses pagam relativamente aos moradores de outros concelhos.

Um estudo da DECO sobre os tarifários de abastecimento de água, saneamento e resíduos em vigor no mês de Setembro de 2014, comparando 245 municípios do país, concluiu que Rio Maior se encontrava entre os 25 que mais pagam. Considerando um consumo médio de 10m3 em Rio Maior pagava-se anualmente 200.52€. Com o novo tarifário passa a pagar-se 333,60€, um aumento de cerca de 66.5%.
 
Mais alguns números podem ilustrar o peso dos novos tarifários: com um consumo de 5m3, por cada 30 dias, passa de 10.60€ para 15.65€ mais cerca de 47,63%; com 10m3 passa de 16.71€ para 27.80€, mais cerca de 66,3%; com 15m3, de 22,83€ para 39,93€, mais cerca de 75%; com 20m3, passa de 35,04€ para 57.43€, mais cerca de 64%; com 25m3, passa de 47,25€ para 72,42€, mais cerca de 53,27%.
 
O movimento Projecto de Cidadania «Dar a vez e a voz aos cidadãos» manifesta-se contra este brutal aumento das tarifas das águas em Rio Maior.

Consideramos ainda que o contrato entre a autarquia e a empresa «Águas de Lisboa e Vale do Tejo» é ruinoso pagando o município água que não é consumida (através de «consumos mínimos» abusivos já que previstos para o cenário da construção do novo aeroporto na região que não se concretizou) e tratamento de águas residuais que não é efectuado.
 
Ao contrário do que tinha sido prometido, a fusão das empresas das águas não se traduziu em qualquer diminuição do preço ao consumidor final, antes pelo contrário.
 
Assim, a coberto de uma suposta austeridade que ataca os cidadãos para pagar aos especuladores financeiros, temos assistido a uma política de degradação e desinvestimento na qualidade dos serviços públicos que abre muitas vezes portas à sua privatização. Aumentar as tarifas e piorar o serviço costuma ser o primeiro passo nesse caminho Só que o direito à água é um direito humano. E não se pode privatizar ou condicionar um direito humano.
 
Por tudo isto, apelamos aos cidadãos de Rio Maior que façam ouvir a sua voz no sentido de rejeitar este aumento injusto.


Rádio Cister:
"Brutal aumento dos tarifários de água em Rio Maior"

Oeste Global:
"Movimento contesta brutal aumento da água em Rio Maior, município refuta"

Local.PT:
"Brutal aumento dos tarifários de água em Rio Maior"

Notícias do Ribatejo:
"Brutal aumento dos tarifários da água em Rio Maior"
 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Falta de água em Vila da Marmeleira no Parlamento Europeu

Os problemas no abastecimento de água em Vila da Marmeleira, concelho de Rio Maior, já chegaram ao Parlamento Europeu, através da deputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, e por iniciativa do movimento «Projecto de Cidadania.
 
Segundo denuncia este movimento, “com o início do mês de Junho começou a nova época de falta de água em Vila da Marmeleira, fazendo-se particularmente sentir numa zona central da povoação (...) na qual se situa o bairro social. (…) as obras realizadas pela Câmara Municipal na véspera das últimas eleições autárquicas permitiram melhorar a situação de alguns moradores (...). Mas o problema subsiste”.
 
Numa carta que o seu coordenador, António Costa, enviou ao executivo camarário de Rio Maior, o «Projecto de Cidadania» evocou que “a Comissão Europeia já reconheceu a existência de riscos directos para a qualidade da água para consumo humano e para a saúde pública que são provocados por cortes frequentes no abastecimento de água”. E alertou que “é nesta situação que, já há mais de uma década, vive a população de Vila da Marmeleira. As condutas de abastecimento de água que ali estão a ser utilizadas têm já mais de 50 anos e foram concebidas para abastecer apenas alguns fontanários públicos, não a generalidade das casas de habitação. E são condutas em fibro-cimento com amianto”.
 
O movimento evoca e existência de “estudos indicando a existência de causalidade entre o cancro provocado pelo amianto, o mesotelioma, no revestimento interior da cavidade abdominal, o que coloca a hipótese de a existência de fibras de amianto na água ou nos alimentos poder penetrar no corpo através da parede dos intestinos e causar cancro. Pelo que, por um princípio de precaução, consagrado em legislação europeia desde 1999, não devem ser utilizadas condutas de água que contenham amianto”.
 
Por outro lado, aponta o «Projecto de Cidadania» que estes riscos serão agravados “quando existem falhas frequentes no abastecimento de água, como há mais de uma década se verifica em Vila da Marmeleira. Essas falhas provocarão um aumento do número de fibras de amianto que penetram na água a partir das condutas, dado a entrada de ar na canalização provocar um risco agravado para o seu revestimento interior”.
 
A deputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, expôs no Parlamento Europeu as preocupações do Movimento «Projecto de Cidadania». Na resposta, o Comissário Europeu para a Ciência e Investigação, Janez Potočnik, afirmou que “a redução de fugas nas redes de distribuição de água potável foi identificada por Portugal como um problema para os seus planos de investimento ao abrigo dos fundos estruturais e de investimento da UE. Tais medidas podem ser elegíveis para efeitos de financiamento desde que as autoridades portuguesas incluam projetos específicos neste domínio no âmbito dos programas operacionais”.
 

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