terça-feira, 24 de setembro de 2013

Algumas palavras sobre a cultura em Rio Maior


Por Paulo Louro*
 
Recordo-me de, desde novo, ser bastante influenciado por os aspetos menos imediatos das coisas, lembro-me das tardes de verão em casa dos meus avós a escutar discos porque estava muito calor para ir brincar na rua e lembro-me da minha avó paterna nos cantar (a mim e ao meu irmão) músicas tradicionais, das que se cantavam nas lavouras dos campos.

Lembro-me de, ao fim de semana, me interessar pelos suplementos de cultura dos jornais que o meu pai comprava e que eu passei a comprar desde então (ainda tendo um montão de revistas e jornais guardados no sótão da minha casa, provavelmente em muito mau estado de conservação). Mas desde essa altura lembro-me de ficar fascinado com as grandes personagens da cultura nacional e internacional, devorando tudo o que era críticas de discos, livros e filmes e entrevistas dos mais diversos intervenientes na esfera cultural/social da nossa realidade.

A minha juventude foi, como ainda é em alguns casos, grandemente influenciada pela música. No meu grupo de amigos existiam bandas, a malta mais velha tinha bandas, existiam algumas associações em Rio Maior (a Atrium e a ACJ, se bem me lembro) que promoviam realizações culturais e os bares, nomeadamente a Fonte Velha (em conjunto ou não com as associações existentes), tinham uma programação interessante e, acima de tudo, desafiadora. A minha curiosidade levava-me a tentar ver tudo o que se realizasse, conhecendo ou não, sempre com um grande respeito e reverência por aquela malta e pelas coisas que faziam, porque, na realidade, sem eles o mundo era um pouco mais quadrado. Numa terra como Rio Maior, sem as comunicações de hoje, assistir aos concertos a que se assistiam era uma mostra de que, por cá, havia mentes mais progressistas do que o que seria de esperar. Bandas como os Great Lesbian Show e os Tédio Boys não deixavam ninguém indiferente.

Ao contrário do que se passa atualmente, nesta altura, um evento nos moldes do Hard Rock Café (que envolvia três noites de concertos em três bares da cidade) mexia com toda a gente e os sítios ficavam à pinha para ver os concertos. Já chegaremos aos nossos dias, mas avançando a coisa a um ritmo mais rápido, com o aparecimento da Antena 3 e a divulgação cada vez maior do que se fazia de bom nas franjas musicais nacionais e internacionais, o meu gosto musical e necessidade da descoberta de novas coisas foi-se aguçando e a descoberta de novas coisas foi pondo tudo em perspetiva, ajudando a separar o trigo do joio e a aproveitar o que realmente interessa.

Após um exasperante início dos anos 00’s, em que a música ao vivo em Rio Maior teve um decréscimo significativo na aposta de novos valores, um grupo de tipos que estavam a beber uns copos num bar da nossa cidade, fartos do mesmo “não se passa aqui” e fartos de vir à sexta de Lisboa para voltar ao sábado para ir ver um concerto ou de ir até Leiria ou Coimbra, decidiram começar a organizar concertos, mesmo sem terem ligações nenhumas ao meio, nem serem “artistas” nem saberem tocar um instrumento, só porque sentiam que havia essa necessidade em Rio Maior e que era uma coisa importante de se fazer e que, estando em Rio Maior, não havia motivos nenhuns para não o fazermos. Existiam excelentes bandas em Portugal que precisavam de rodar e existia malta nova em Rio Maior, o resto haveria de se arranjar. E arranjou-se e, em quase sete anos, tentámos realizar dez concertos por ano, um em cada mês. Fizemo-lo com a periocidade que conseguimos, uns anos melhor outros pior, trouxemos muita música de qualidade, nacional e internacional, colaborámos com a Câmara Municipal na realização das jornadas da juventude e noutros eventos sempre que solicitado e colaborámos e tivemos o apoio de muita entidade privada, demasiados para referir, mas todos devidamente agradecidos. Tentámos ainda valorizar de uma forma construtiva as bandas de Rio Maior, tentando mostrar a necessidade que tinham de evoluir antes de se exporem ao “grande público” e, passados estes anos, acho que estão todos a ir no bom caminho.

Neste fim-de-semana vamos inaugurar um novo espaço, vamos ter uma exposição, um concerto e uma pessoa estabelecida em Rio Maior a vender discos. Vamos fazer a nossa atividade no antigo pavilhão dos bombeiros, um local que estava sem utilização e no qual investimos para colocar o mais agradável possível para todos. Por mim esta atividade já valeu a pena só pelo empenho que os meus restantes colegas e amigos andam a colocar nesta realização, estando já a trabalhar para o mesmo há coisa de três semanas. Os mesmos “cromos” de há sete anos, os mesmo que não têm ligação nenhuma com as artes sem ser o facto de que continuam a achar que é importante mostrar mais coisas do que as que vão acontecendo por Rio Maior e os mesmo que acham que a diversidade e o respeito pela diferença é uma coisa linda e que acham que mais vale andar a perder o seu tempo a colar cartazes, carregar com material, arcas frigoríficas e bebidas e que no final têm de limpar tudo e recolher cartazes, para muitas vezes perderem dinheiro dos seus bolsos, para trazer artistas de fora da nossa terra para mostrarem o seu valor, para ver se todos nós, como pessoas e em sociedade, evoluímos um pouco.

Ora, isto já vai longo, e bem sei que me dediquei apenas a um nicho, arte e cultura são muito mais do que isso, e há muita malta de valor em Rio Maior, assim de repente lembro-me do Vasco Duarte e do excelente trabalho que faz, entre outros, mas não poderia falar muito mais do que a minha experiência, porque não sou grande entendido no resto.

No fundo, isto tudo resume-se facilmente a: há tanto por ver e conhecer que é inútil passarmos a vida a dar palmadinhas nas costas uns dos outros a pensar que somos os maiores do nosso pequeno pedestal; para nós, cada temporada parece sempre a primeira, cada novo artista que surge é uma possibilidade de nos mostrar algo de maravilhoso, cada atividade é algo irrepetível; o entendimento do mundo obriga-nos a estar atentos e a estar abertos a diferentes realidades, não podemos estar reféns de um entendimento da realidade, a vida e o mundo são muito mais e melhor do que isso; técnicas e estéticas são subjetivas, o importante é a comunicação, a vontade e o que se põe no que se faz; e, no final, a possibilidade de nos maravilharmos é uma coisa linda.

Tudo isto resulta em movimentações culturais, as pessoas juntam-se para assistir às atividades, falam sobre esses assuntos, assimilam essas realidades e diferenças e no final esperamos que saiam delas valorizadas e mais conscientes da necessidade que é o usufruto do resultado do trabalho dos criadores e da mais-valia que traz na construção de uma sociedade mais plena.

Termino com um excerto do livro Black Music do escritor, poeta, ensaísta e jornalista Leroi Jones ou Amiri Baraka, como é agora conhecido, retirada de uma crítica sua escrita em 1964 relativa ao álbum ao vivo do John Coltrane Coltrane Live at Birdland. Embora eu não seja um conhecedor de Jazz, para além do que li no seu livro Black Music, a crónica é explícita ao ponto de parecer que estamos lá no Birdland a assistir ao Coltrane e companhia a fazer história. Num momento da crítica, Amiri Baraka escreve sobre a excepcionalidade do Coltrane nos concertos no Birdland: “[…] se vamos ali e nos conseguimos sentar, como eu consegui durante esta temporada, e ficar, se é um mestre que estamos a ouvir, certamente nos iremos sentir muito além da pequenez e estupidez dos nossos belos inimigos. John Coltrane consegue fazer isto por nós. Fê-lo a mim muitas vezes, e a sua música é uma das razões pelas quais o suicídio parece tão aborrecido".

Pronto, é isto, na música, no teatro, no cinema, na escrita, nas performances, na dança, nas artes plásticas e em tudo. Elevação.

* Economista, dirigente associativo e activista cultural. É um dos primeiros candidatos à Assembleia Municipal de Rio Maior, na lista do Movimento Projecto de Cidadania, com o apoio do Bloco de Esquerda

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Hábitos e costumes : os limites da Frimor

Por Fábio Inácio*

Quero desde já tirar o chapéu à organização deste tão famoso evento Riomaiorense, por mais uma edição.

Quero também dar o meu forte apoio a todos aqueles que "arduamente" todos os anos fazem deste evento um lugar de hábitos e costumes de longa data. Mas já que falo em hábitos e costumes, na programação da Frimor 2013, não vejo um nome dos 4 projetos de música original que actualmente existem em Rio Maior. Se não sabem, podem ficar aqui com os nomes desses projetos - Conjunto!evite, Devaneio, Efémeros e Iork Benson.


Não vejo o nome de algum DJ de Rio Maior. Não vejo o nome de outros artistas Riomaiorenses como músicos, escritores, pintores... E quando aparecem, nem devidamente estão identificados como tal.

Aparte isto, temos a calendarização da tenda executada pelos bares de Rio Maior, que é de louvar pelo facto de escolher artistas Riomaiorenses. No entanto, a rotatividade é nenhuma.

Temos -  digo "temos" visto que o evento é de cá, eu sou de cá, logo o evento também me pertence -  49 horas de calendarização, fora licenças para fazer barulho que talvez vá quase até de manhã, como é hábito e costume (olha, outro hábito e costume), não estar pelo menos meio-dia, já nem digo mais, 8-9-10-11 ou 12 horas para quem é de cá, para quem gostava, na minha ótica, de atuar na casa, com meios decentes e de ter uma oportunidade.

Nós, riomaiorenses que lutamos para ser artistas, que lutamos para ter o nosso espaço e reconhecimento, unicamente lutamos sozinhos. Posteriormente, acaba por saber bem ouvir que X ou Y são de cá, onde ninguém a não ser amigos e familiares nos apoiaram.

Boa festa!


* Fábio Inácio integra a lista do Movimento Projeto de Cidadania, apoiado pelo Bloco de Esquerda, à Assembleia de Freguesia de Rio Maior - nas Eleições Autárquicas 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Inês Aguiar é a mandatária do Movimento Projeto de Cidadania (apoiado pelo Bloco de Esquerda)

 E integra a lista à Assembleia de Freguesia de Rio Maior
Inês Aguiar

Inês Aguiar, de 21 anos, é a mandatária do Movimento Projeto de Cidadania apoiado pelo Bloco de Esquerda e, desta forma, pertence também à lista de Assembleia de Freguesia de Rio Maior.

Inês é, como muitos dos jovens que integram este Movimento, uma jovem preocupada com as necessidades e problemas que a sua faixa etária atravessa de momento, mas principalmente com as outras faixas trabalhadoras que estão a perder oportunidades de conseguir melhorar a sua qualidade de vida no concelho.

Terminou em 2012 a Licenciatura em Turismo no IPL em Peniche e atualmente trabalha como Operadora de Loja num supermercado local. Como necessidade pessoal, acabou por integrar um grupo de rock/alternativo Riomaiorense como vocalista, onde lhes é permitido exprimir as suas preocupações e sentimentos atuais.

Integrar o Movimento Projeto de Cidadania tornou-se algo óbvio para a Inês, uma vez que o Projeto tem como principal preocupação o desenvolvimento e recuperação do património que tem estado em decadência, património este onde se encontra inserido a Mina de Rio Maior, as Escadinhas de Rio Maior, património inserido nas Alcobertas (como o forno medieval) e outros recursos (construídos pelo Homem ou não). Ainda assim, é um ponto central no Projeto, a defesa do ambiente, com a particularidade do rio Maior que banha a cidade e dá o nome ao concelho, rio este que atualmente serve, em vários pontos do seu curso, como um contentor de lixo indesejado. A simples preocupação em solucionar alguns dos problemas encontrados, permitiria, em muito, a melhoria da qualidade de vida da população Riomaiorense, e impulsionaria, assim, mais atratividade para o concelho a nível nacional e internacional.

Desta forma, para Inês Aguiar, este Movimento torna-se fulcral uma vez que é composto por um grupo de cidadãos distintos, entre ativos, reformados, estudantes (entre outros), que procura ouvir cada integrante e cada cidadão do concelho. É um Projeto que promove a democracia participativa, em que cada ideia deve ser ouvida, cada recurso é potencialmente passível de explorar. É um Movimento feito de pessoas e em conjunto com as pessoas, em que o objetivo principal é tornar Rio Maior uma localidade continuamente habitável, com capacidade de dar resposta à crescente taxa de desemprego e evolução das necessidades concelhias.

Notícias do Ribatejo:
"RIO MAIOR: Inês Aguiar é a mandatária do Movimento Projeto de Cidadania (apoiado pelo Bloco de Esquerda)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Rio Maior: Aquilo que também deve ser valorizado

Por David M. Inácio*

Meus amigos esta publicação é um desabafo meu e só meu.

Rio Maior não tem de ser, nem poder ser, só reconhecido pelas Salinas nem pelo complexo desportivo bem como as tasquinhas. Embora as três mencionadas tragam conhecimento e reconhecimento a/de Rio Maior a um pouco por todo o País. 

Mas Rio Maior tem muito mais com tanto/mesmo potencial, como o forno medieval de Alcobertas, a mina e toda a sua infraestrutura envolvente, o rio que dá o nome à nossa cidade, que eu não sabia mas é o quinto maior afluente português do rio Tejo, entre outros, que podem colocar a nossa cidade de Rio Maior ainda mais acentuada no mapa. E isso dói!

Foto da fábrica da Mina do Espadanal
Temos que tentar não só enquanto movimento mas como Riomaiorenses defender a nossa cidade bem como o nosso concelho, e nas próximas vezes que me perguntarem de onde sou quero sentir ainda mais orgulho ao dizer que sou de Rio Maior.



* David M. Inácio faz parte da candidatura à Assembleia Municipal de Rio Maior pelo Movimento Projeto de Cidadania apoiado pelo Bloco de Esquerda








Foto com outra perspectiva da fábrica da Mina do Espadanal

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Falta de água em Vila da Marmeleira

Bloco de Esquerda questiona governo:

Helena Pinto
A deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, apresentou na Assembleia da República a seguinte pergunta ao governo:

«Desde Abril de 2011 que o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem levantando na Assembleia da República o problema da falta de água para consumo humano na freguesia de Vila da Marmeleira, situada no concelho de Rio Maior, que é servido pelo Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Oeste, concessionado à empresa Águas do Oeste, SA. Neste Verão de 2013, o problema continua a arrastar-se sem ser resolvido.

Segundo informação a que tivemos acesso, o problema radica na antiguidade e degradação das condutas de abastecimento de água a esta povoação. Terão sido instaladas já há cerca de meio século e dimensionadas para servir cinco fontanários públicos, não para abastecer a generalidade das casas de habitação. Consequentemente, não terão capacidade para suportar uma pressão adequada de modo a fazer chegar a água em quantidade suficiente a toda a povoação.

Lamentavelmente, permanece atual a descrição já exposta por moradores num abaixo-assinado de 2001: “são muitos os dias em que as torneiras quase não vertem uma gota ou, apenas, deixam passar pequeníssima quantidade, que nem dá para matar a sede e muito menos para que as pessoas possam fazer a sua higiene diária”.

Como o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda já referiu numa anterior pergunta ao Governo, em Setembro passado a população de Vila da Marmeleira entregou à Câmara Municipal de Rio Maior uma petição subscrita por 321 moradores, reclamando contra o arrastar do problema e alertando para o seu agravamento nos últimos anos.

Particularmente discriminada e excluída no seu acesso a água para as suas necessidades básicas, encontra-se a população da zona mais alta da povoação, a partir da Rua Afonso Costa para cima, no sentido sudoeste.

Muitos moradores têm sido forçados a investir avultadas quantias para a instalação de equipamentos, nomeadamente depósitos e bombas de água, que permitam contornar um pouco o problema, e consequentemente a suportar maiores gastos em eletricidade.

Em Vila da Marmeleira não está a ser assegurado um abastecimento de água “de forma regular, contínua e eficiente”, nem “a reparação e a renovação” das “infra -estruturas, das instalações e dos equipamentos necessários (...) à distribuição de água para consumo público”, como estipula o Decreto-Lei n.º 319/94, de 24 de Dezembro (artigo 6.º), “diploma que consagra o regime jurídico da concessão da exploração e gestão dos sistemas multimunicipais de captação, tratamento e distribuição de água para consumo humano” (com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 195/2009 de 20 de Agosto).

Por outro lado, segundo uma estimativa divulgada em Setembro de 2012 pela Junta de Freguesia de Vila da Marmeleira, a degradação em que ali se encontra a rede de abastecimento estará provocando perdas de água na ordem de 78%, causando um prejuízo ao município na ordem dos 5 mil euros por mês.
Não está portanto a ser cumprido um objetivo fundamental consignado pelo supracitado decreto-lei (artigo 2.º), que é “a progressiva redução dos custos através da racionalidade e eficácia dos meios utilizados nas suas diversas fases, desde a captação ao abastecimento das redes municipais”.

Não estará também a ser cumprida uma das “incumbências prioritárias do Estado”, consagradas na Constituição da República Portuguesa (artigo 81.º), que é “adotar uma política nacional da água, com aproveitamento, planeamento e gestão racional dos recursos hídricos”.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, a seguinte pergunta:

1. Segundo o Decreto-Lei n.º 319/94, de 24 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 195/2009 de 20 de Agosto (artigo 6.º), “o membro do Governo responsável pela área do ambiente tem, relativamente às entidades gestoras de sistemas multimunicipais de captação, tratamento e abastecimento de água para consumo público, poderes de fiscalização, direção, autorização, aprovação e suspensão de atos das mesmas, podendo, para o efeito, dar diretrizes vinculantes às administrações dessas entidades gestoras e definir as modalidades de verificação do cumprimento das diretrizes emitidas”. Assim sendo, no âmbito destes poderes, qual a ação que o Ministério tem desenvolvido e prevê desenvolver em relação ao problema da falta de água em Vila da Marmeleira, concelho de Rio Maior?»

Correio do Ribatejo:
"Falta de água na Vila da Marmeleira (Rio Maior) preocupa BE"

O Ribatejo:
"BE questiona governo sobre falta de água em Vila da Marmeleira"

Rede Regional:
"Governo questionado por falta de água na Marmeleira"

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Projeto de Cidadania questiona C. M. de Rio Maior sobre ameaça de despedimentos sem justa causa de funcionários da autarquia e outros trabalhadores

Diário de Notícias, 31/07/2013
A deputada municipal Carla Rodrigues, representante do Movimento Projeto de Cidadania (apoiado pelo Bloco de Esquerda), apresentou na Assembleia Municipal de Rio Maior um requerimento questionando a Câmara sobre uma proposta de lei do PSD e do CDS que abre a possibilidade de despedimento sem justa causa de funcionários da autarquia e de outros trabalhadores:

«A Proposta de Lei n.º 154/XII/2.ª, aprovada no dia 6 de Junho pelo Conselho de Ministros do governo do PSD e do CDS/PP, e já aprovada na generalidade pela Assembleia da República, no dia 10 de Julho, com os votos favoráveis do PSD e do CDS/PP, pretende, como explicita o seu artigo 18.º, possibilitar o despedimento sem justa causa de trabalhadores da administração pública e autárquica, ao fim de um prazo de 12 meses dito de “requalificação”.

Segundo o artigo 19.º, nesse prazo de “requalificação” será retirado aos trabalhadores um terço do ordenado, durante o primeiro semestre, e depois metade do ordenado, no segundo semestre.

Para além de aplicar-se “aos serviços da administração autárquica”, conforme define o seu artigo 3.º, esta proposta de lei afirma também, no 21.º parágrafo da sua“exposição de motivos”, uma alteração do regime das autarquias locais, com o objectivo de lhes remeter “as atribuições e competências de entidade gestora do sistema de requalificação para os respetivos serviços e trabalhadores”. Ou seja, pretende transformar as câmaras municipais em executores do despedimento de seus funcionários.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses assinala, num parecer com data de 2 de Julho de 2013, que se correm“sérios riscos de, a cada Autarquia Local lhe ser imposto, lhe ser exigido” proceder a despedimentos por via de uma “mera redução de transferências financeiras do Orçamento de Estado”.

Com efeito, o Artigo 4º da Proposta de Lei apresenta a redução de orçamento de uma autarquia “decorrente da diminuição das transferências do Orçamento do Estado ou de receitas próprias” como um motivo para despedimentos.

A ANMP alerta também que “será o Município que suportará todas as despesas associadas ao processo, incluindo as indemnizações” por cessação de contratos.“Esta imposição tenderá a agravar a situação financeira do Município”.

Na sua página 24, o relatório do Fundo Monetário Internacional intitulado PORTUGAL: RETHINKING THE STATE—SELECTED EXPENDITURE REFORM OPTIONS, com data de Janeiro de 2013 e elaborado com a colaboração do governo do PSD e do CDS/PP, sugere como meta despedir entre 60 mil a 120 mil funcionários públicos em Portugal. A mesma proporção aplicada ao Município de Rio Maior representará o despedimento entre cerca de 35 a 70 trabalhadores, ao qual deverá somar-se um número semelhante de trabalhadores despedidos noutros serviços públicos existentes no concelho, para além dos riomaiorenses que trabalham para o Estado fora do concelho.

Como afirma a Associação Nacional de Municípios Portugueses, no supracitado parecer, a Proposta de Lei n.º 154/XII/2.ª terá “efeitos práticos que podem revelar-se desastrosos”.

Ao abrigo das normas regimentais em vigor, venho por este meio requerer ao Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Rio Maior que diligencie junto da Câmara Municipal de Rio Maior para que me responda às seguintes questões:

1 - Qual a posição do Executivo relativamente à Proposta de Lei n.º 154/XII/2.ª?

2 - Caso a lei seja aprovada, quantos funcionários do municipio de Rio Maior serão sujeitos a “ processo de requalificação”?

3 - Considera que , caso a Proposta de Lei n.º 154/XII/2.ª se venha a concretizar, a Câmara Municipal poderá garantir que o processo não será usado para despedimentos com base em critérios políticos?»

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Advogado João Ferreira é candidato à freguesia de Rio Maior (Projeto de Cidadania/Bloco Esquerda)

João Ferreira
O advogado João Ferreira é o cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Rio Maior do Movimento Projeto de Cidadania, apoiado pelo Bloco de Esquerda.


À frente de uma lista maioritariamente composta por jovens e totalmente formada por cidadãos sem filiação partidária, João Ferreira tem 56 anos de idade, reside na cidade de Rio Maior e nunca ocupou nenhum cargo político.


O 2º e 3º lugares da lista do Movimento Projeto de Cidadania cabem a dois jovens ativistas na área da cultura, Fábio Neves, técnico de som e músico, e Inês Aguiar, empregada de comércio e vocalista de uma banda de rock.


O 4º candidato desta lista é Carlos Vieira, funcionário da Escola Secundária de Rio Maior.


O 5º candidato é Marcelino Machado, antigo salineiro e mineiro de Rio Maior e ativista na defesa do património local.


Seguem-se, nesta lista apoiada pelo Bloco de Esquerda, como candidatos efetivos, Ana Beja, trabalhadora/estudante, José Deveza, avicultor e músico, Fábio Inácio, estudante e músico, Margarida Bento, doméstica, Guilherme Vieira, trabalhador/estudante e músico, Isabel Santos, doméstica, Daniel Teixeira, tipógrafo, Hugo Almeida, técnico de informática e músico.


O movimento Projeto de Cidadania propõe melhorar a gestão autárquica na freguesia de Rio Maior por meio de uma maior transparência, participação e cidadania. 

Não quer uma vida política local limitada, monopólio de alguns. Pretende dar vez e voz aos cidadãos e à democracia participativa.

Entre as prioridades desta candidatura estarão a defesa do ambiente e do património local, a dinamização cultural e os apoios sociais, como factores de desenvolvimento para o combate ao desemprego.


Movimento independente, o Projeto de Cidadania concorreu às eleições autárquicas de Outubro de 2009 com o apoio do Bloco de Esquerda, obtendo um lugar na Assembleia Municipal de Rio Maior. Na Freguesia de Rio Maior obteve então 6,1% dos votos, ficando a apenas 12 votos de obter um mandato na Assembleia de Freguesia.


Tinta Fresca:
"Advogado João Ferreira é candidato à presidência da freguesia de Rio Maior"

Notícias do Ribatejo:
"Advogado João Ferreira é candidato à freguesia de Rio Maior"

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Projeto de Cidadania com apoio do Bloco Esquerda volta a concorrer às autárquicas em Rio Maior

Rosa Pina
O Movimento Projeto de Cidadania volta a participar nas eleições autárquicas do concelho de Rio Maior, com o apoio do Bloco de Esquerda.

Irá concorrer à Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Rio Maior.

A cabeça de lista à Câmara Municipal é Rosa Pina, 38 anos de idade, empresária e camionista, moradora da cidade de Rio Maior. Em segundo lugar surge António Costa, 58 anos, funcionário público e sociólogo, atual deputado municipal e ativista da defesa do ambiente, seguido de Celeste Narciso, 37 anos, psicóloga, e de Faustino Santos, 62 anos, médico acupunctor.

A mandatária será Inês Aguiar, 21 anos, operadora de loja e vocalista de uma banda de rock.

O cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Rio Maior é o advogado João Ferreira, e o cabeça de lista à Assembleia Municipal será Luís Carvalho, jornalista e ativista da defesa do ambiente.

O movimento Projeto de Cidadania considera que a transparência, a participação e a cidadania são armas eficazes contra a corrupção, o clientelismo e o tráfico de influências.

Não quer uma vida política local limitada, monopólio de alguns. E pretende dar vez e voz aos cidadãos e à democracia participativa.

Movimento independente, concorreu às eleições autárquicas de Outubro de 2009 com o apoio do Bloco de Esquerda, obtendo um lugar na Assembleia Municipal de Rio Maior.

Entre as prioridades do Movimento Projeto de Cidadania têm estado o ambiente, o património local e o desemprego.

Foi este movimento que promoveu, em 2011, uma petição contra a instalação de estacionamento pago em grande parte da cidade de Rio Maior, e que promoveu recentemente uma petição que levou a ser discutida na Assembleia da República a falta de médicos no Centro de Saúde de Rio Maior.


Notícias do Ribatejo:
"Rio Maior: o Movimento Projeto de Cidadania"

Rede Regional:
"Camionista é candidata à Câmara de Rio Maior"

O Ribatejo:
"Rosa Pina, a camionista que quer conduzir o Bloco à Câmara de Rio Maior"

O Mirante:
"Camionista Rosa Pina encabeça lista do Bloco à Câmara de Rio Maior" 

Oeste Global:
"Camionista Rosa Pina encabeça lista do Bloco à Câmara de Rio Maior"

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