segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Projecto de Cidadania reúne com Junta de Freguesia de Arrouquelas
A Junta de Freguesia de Arrouquelas recebeu o Projecto de Cidadania “Dar a vez e a voz aos cidadãos” no passado dia 6 de Agosto. Este encontro, pedido pelo Projecto de Cidadania, tinha como objectivo aprofundar os problemas vividos pela população desta freguesia e conhecer a experiência de orçamento participativo implementado pela Junta de Freguesia. Depois desta reunião, o Projecto de Cidadania continuará a reunir com órgãos e associações locais de Rio Maior com vista a conhecer várias perspectivas sobre o concelho.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A água é do povo
No Cartaxo, a população manifestou-se, foi à Assembleia Municipal e obrigou a Câmara a rever o tarifário da água...
sábado, 16 de julho de 2011
Projecto de Cidadania promoveu debate sobre a crise económica
Esta iniciativa realizou-se na Biblioteca Municipal de Rio Maior e contou com a exibição de vídeos do pensador marxista David Harvey e do economista norte-americano Robert Reich, antigo "ministro" do trabalho no governo de Bill Clinton - ambos apresentados e comentados por Carlos Carujo.
O video de David Harvey, intitulado "As Crises do Capitalismo", e legendado em português, pode ser visionado aqui.
sábado, 25 de junho de 2011
Conheça os termos do Plano de Pormenor e Salvaguarda das Marinhas de Sal de Rio Maior
Apresentamos aqui o enquadramento histórico que serve de introdução aos termos do actual Plano de Salvaguarda e Pormenor das Marinhas de Sal que a Câmara Municipal de Rio Maior tem entre mãos:
O mais antigo documento conhecido com referência às Marinhas do Sal trata-se de um comprovativo de venda datado de 1177, entre Pêro de Aragão e sua mulher, Sancha Soares, e a Ordem dos Templários; referido no 8º Volume do “Portugal Antigo e Moderno”.
Daqui se depreende que as Marinhas do Sal têm mais de 8 séculos de história, sendo que a sua importância económica, social e cultural atravessou as épocas estando, actualmente, traduzida no brasão da cidade de Rio Maior. Acredita-se que os árabes durante a sua passagem pela Península Ibérica, teriam já utilizado estas marinhas, pois alguns dos engenhos, como a picota, que, até há bem pouco tempo eram utilizados na extracção de sal, foram por eles introduzidos na Europa.
As salinas de Rio Maior, distantes a menos de 4 kms da sede do Concelho, constituem por si só um dos principais atractivos e referenciais da localidade e do próprio Concelho. No entanto, a sua singularidade torna-as uma referência a nível nacional, porque localizadas no interior, a água para a obtenção do sal é retirada de uma nascente que brota a partir de uma corrente subterrânea de água doce que atravessa uma extensa e profunda mina de sal-gema, sete vezes mais salgada que a água do mar, sendo as únicas com estas características ainda em exploração.
Ao longo dos tempos foi surgindo no local um conjunto de casas típicas em madeira, também elas cheias de particularidades resultantes das necessidades inerentes à própria actividade e que conferem um ar pitoresco ao local, fazendo das marinhas um “museu vivo”.
Nos últimos anos, algumas dessas casas típicas, de apoio à actividade de extracção do sal, têm sido transformadas em cafés, restaurantes e lojas de artesanato, constituindo o único suporte turístico existente na zona.
Associada à actividade de exploração de sal, foi constituída, em 1979, a Cooperativa Agrícola dos Produtores de Sal que, tal como o próprio nome indica integra os proprietários dos talhos. Esta cooperativa tem sido a principal responsável pela manutenção da actividade de extracção do sal nos moldes tradicionais, recusando sempre qualquer tipo de exploração industrial do sal. Por isso, a actividade apenas se processa na época estival, tal como há 800 anos atrás. A aposta na produção de sal como produto regional, neste caso num contexto muito singular de produção, entende-se como uma factor a potenciar pela criação de espaços, equipamentos e serviços complementares à actividade.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Portugal, 37 anos depois do 25 de Abril
Visto por Henrique Fialho, escritor riomaiorense
Andamos há 37 anos a comemorar uma revolução que ainda não aconteceu verdadeiramente. Esmagados por uma guerra inglória, os militares revoltaram-se contra o regime e desbravaram caminho para a democracia. Cedo se percebeu o que nos esperava: uma oligarquia a ir a votos de 4 em 4 anos, dividida entre duas facções políticas que são mais do mesmo. Soares entregou-nos a uma Europa agora americanizada, de socialismo não só engavetado como totalmente enterrado e sem direito a memorial. Em França, mãe da Revolução de todos nós, há trabalhadores que se imolam, suicidam-se à vez sem grande alarido. Por cá, o nepotismo faz escola e os crápulas jogam com a cintura na ânsia de um tacho. A baba é tanta que daria para fazer um cozido à portuguesa com morcelas de socialismo, enchidos de social-democracia e alheiras de populismo. No batatal do cavaquistão há batatas que cheguem para todos e para quem se lhes queira juntar. Construíram-se auto-estradas, vias rápidas para o enriquecimento indevido, engordaram-se fortunas e patrocinaram-se cartéis. O PPD de Duarte Lima, Santana Lopes, Dias Loureiro, entre outros larápios de estirpe intocável reunidos na cantina do BPN, leia-se SLN, prepara-se novamente para fazer das suas, enquanto o PS do Grande Chefe, dos estádios e do Rui Pedro Soares e do Ricardo Rodrigues e do Freitas do Amaral e do Basílio Horta vai distribuindo o que resta da côdea governativa. Uma elite política de merda, aos ombros de uma elite empresarial de merda, num país a afundar-se na merda com um povo que de tanto gostar de viver na merda mais se assemelha a uma vara de porcos do que a um verdadeiro povo. Mas animemos a malta, recordemos as velhas canções, olhemos para o passado, desfilemos na Avenida da Liberdade de açaime na boca e coleira pelo pescoço. O FMI tratará de nós como o Frontline trata das pulgas. Amemos os nossos patrões.
(retirado do blog Antologia do Esquecimento)
Andamos há 37 anos a comemorar uma revolução que ainda não aconteceu verdadeiramente. Esmagados por uma guerra inglória, os militares revoltaram-se contra o regime e desbravaram caminho para a democracia. Cedo se percebeu o que nos esperava: uma oligarquia a ir a votos de 4 em 4 anos, dividida entre duas facções políticas que são mais do mesmo. Soares entregou-nos a uma Europa agora americanizada, de socialismo não só engavetado como totalmente enterrado e sem direito a memorial. Em França, mãe da Revolução de todos nós, há trabalhadores que se imolam, suicidam-se à vez sem grande alarido. Por cá, o nepotismo faz escola e os crápulas jogam com a cintura na ânsia de um tacho. A baba é tanta que daria para fazer um cozido à portuguesa com morcelas de socialismo, enchidos de social-democracia e alheiras de populismo. No batatal do cavaquistão há batatas que cheguem para todos e para quem se lhes queira juntar. Construíram-se auto-estradas, vias rápidas para o enriquecimento indevido, engordaram-se fortunas e patrocinaram-se cartéis. O PPD de Duarte Lima, Santana Lopes, Dias Loureiro, entre outros larápios de estirpe intocável reunidos na cantina do BPN, leia-se SLN, prepara-se novamente para fazer das suas, enquanto o PS do Grande Chefe, dos estádios e do Rui Pedro Soares e do Ricardo Rodrigues e do Freitas do Amaral e do Basílio Horta vai distribuindo o que resta da côdea governativa. Uma elite política de merda, aos ombros de uma elite empresarial de merda, num país a afundar-se na merda com um povo que de tanto gostar de viver na merda mais se assemelha a uma vara de porcos do que a um verdadeiro povo. Mas animemos a malta, recordemos as velhas canções, olhemos para o passado, desfilemos na Avenida da Liberdade de açaime na boca e coleira pelo pescoço. O FMI tratará de nós como o Frontline trata das pulgas. Amemos os nossos patrões.
(retirado do blog Antologia do Esquecimento)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Riomaiorense Carla Rodrigues é candidata à Assembleia da República
terça-feira, 26 de abril de 2011
No 25 de Abril em Rio Maior: coligação PSD+CDS/PP cria obstáculos à participação dos cidadãos
Por Carla Rodrigues*
Para nós comemorar o 25 de Abril não é um ritual. Mas sim uma ocasião de questionar a realidade em que vivemos hoje com os valores que Abril representa.
Com o 25 de Abril abriram-se perspectivas de participação dos cidadãos na resolução dos seus problemas colectivos.
Como estamos hoje em Rio Maior nesta matéria?
Constatamos que a actual maioria não só não tem procurado criar as condições mais favoráveis à participação dos cidadãos, como pelo contrário, tem-se verificado o inverso. Isto é, tem criado obstáculos.
Foi a actual maioria que recusou a proposta apresentada pelo Projecto de Cidadania apoiado pelo Bloco de Esquerda no sentido de levar a Assembleia Municipal ao encontro das populações, descentralizando pelas várias freguesias do concelho o local de realização das reuniões.
Foi a actual maioria que recusou aos cidadãos com um horário de trabalho normal, a possibilidade de participarem nas reuniões da Câmara Municipal, quando votou contra a Proposta de haver reuniões da Câmara em horário pós-laboral.
Foi a actual maioria que recusou dar prioridade à participação dos cidadãos, ao votar contra a proposta do Projecto de Cidadania no sentido de dar a palavra ao público no início das reuniões da Assembleia Municipal.
Aconteceu esta Assembleia aprovar uma recomendação proposta pelo Projecto de Cidadania no sentido de se implementar no concelho de Rio Maior um processo de orçamento participativo.
Resta agora saber se a actual maioria será capaz de levar isso à prática. E, de uma forma efectiva. Um orçamento participativo não poderá ser implementado numa perspectiva burocrática. Tem que assentar num esforço real de dinamização, por parte da Câmara, das freguesias, e das forças políticas, no sentido de efectivamente dar voz aos cidadãos, e de fazê-los acreditar que a vale a pena participar, dar opiniões e sugestões.
Pela nossa parte, continuaremos a defender que os órgãos autárquicos existem para servir as populações, e que portanto têm que se esforçar mais por as ouvir e adequar o máximo possível a sua acção às necessidades e anseios das mesmas.
* excerto da intervenção na sessão solene da Assembleia Municipal de Rio Maior comemorativa do 37º aniversário do 25 de Abril
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