Por Carlos Carujo
O assessor da administração da Tecnovia tem sido o principal porta-voz da defesa da construção de uma fábrica de cimento em Rio Maior. Para quem não o conheça, aqui fica um breve resumo do seu currículo político.
Hermínio Martinho foi dirigente e deputado do PRD, partido criado sob a influência do general Ramalho Eanes, então presidente da República.
Na noite do descalabro eleitoral deste partido, tornou-se célebre a forma como terminou uma entrevista na RTP: “agora vou para casa que as minhas vacas estão com água pela barriga”, expressão que se tornou parte do anedotário político nacional durante algum tempo.
Depois disso, acabou por ser convidado por Cavaco Silva para presidir à Companhia das Lezírias onde deixou um passivo enorme e de onde acabou demitido. Foi ele quem tornou a Companhia das Lezírias permeável aos interesses privados. Como era impossível vender terrenos da Companhia das Lezírias, fez um negócio com o grupo Espírito Santo que passou pela constituição em parceria da infelizmente célebre empresa Portucale na qual a empresa pública entraria com os terrenos da herdade da Vargem Fresca. Mais tarde, a Companhia das Lezírias sai da Portucale tendo ficado os terrenos para a empresa por preço módico numa artimanha considerada desfavorável para o Estado pela Inspecção Geral de Finanças. (Ver os pormenores do negócio aqui)
Ainda durante o mandato na Companhia das Lezírias, Martinho acabou por aderir ao PSD de Cavaco Silva (ironicamente o mesmo que ajudou a derrubar devido a uma moção de censura ou, sob outro ponto de vista, o mesmo que ajudou a ter uma maioria absoluta). Do seu currículo político consta ainda uma candidatura à Câmara Municipal de Santarém pelo PSD. Hoje é assessor da Tecnovia e promotor da construção da cimenteira.
Desta história, desconhece-se que sorte terão tido as vacas que tinham água pela barriga no dia em que Martinho abandonou a política para depois abraçar o mundo dos negócios politizados; conhece-se relativamente o que se passou depois na Companhia das Lezírias e na Portucale; mas ainda está por saber o que dá tanta insistência de uma personagem com alguma influência na vida política portuguesa na questão da cimenteira. Será que futuro governo do seu partido permeável a este negócio?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Falta de água na Marmeleira «esquecida pela Câmara de Rio Maior»
No Verão passado, o Projecto de Cidadania apresentou na Assembleia Municipal de Rio Maior um requerimento chamando a atenção para o problema da falta de água na freguesia de Vila da Marmeleira.
Agora,«passou um ano de mandato autárquico na Câmara de Rio Maior e os principais problemas da freguesia da Marmeleira continuam por resolver. O balanço pertence ao executivo da junta de freguesia que sexta-feira deu uma conferência de imprensa. O deficiente abastecimento de água é a principal dor de cabeça da freguesia»
«(...) Segundo contas do executivo da junta, a câmara perde anualmente cerca de 65 mil euros em água na freguesia, com base no valor pago à Águas do Oeste pela câmara e o montante cobrado por esta na freguesia.»
Clique aqui para ler o resto desta notícia
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Sobre a proposta do PSD/CDS para aumentar o preço da água em Rio Maior
Comunicado do Projecto de Cidadania
O PSD/CDS pretende que a população do concelho de Rio Maior pague mais 15% (227 mil euros) pela água que consome da rede municipal.
O argumento apresentado para este elevado aumento de preços é que a despesa com a aquisição de água à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA “aumentou significativamente durante o ano de 2010, esperando-se para 2011 (...) um incremento da despesa com aquisição de água de aproximadamente 35% dos montantes pagos em 2009. Este aumento deve-se ao facto de terem sido entregues mais dois pontos de água” à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA que “irão servir populações que já eram abastecidas por meios próprios da autarquia”.
Quais são os benefícios que a população ganha com esse aumento brutal da despesa municipal?
Esta premissa fundamental não está explicada no estudo económico-financeiro em que o PSD/CDS baseia a sua proposta.
Será que esse enorme acréscimo de despesa na aquisição de água à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA será compensado por uma poupança equivalente nos custos que a Câmara teria de suportar com a manutenção, a seu cargo, dos dois pontos de água que entregou a essa empresa?
Segundo o estudo económico-financeiro apresentado pelo PSD/CDS, essa poupança será de apenas 4 mil euros.
Pagar mais 227 mil euros para apenas poupar 4 mil é um negócio ruinoso e um caso de tremenda má gestão. A população é que tem que pagar por isso?
Ainda por cima, entre os mais atingidos vai estar grande parte dos pequenos consumidores e das famílias que mais poupam água. Segundo a tabela de previsões constante no referido estudo económico-financeiro, uma família (por exemplo, um casal e duas crianças) que consuma apenas 15m3 de água por mês vai sofrer um aumento de 20% na sua factura da água. Mesmo um casal de idosos mais contido, que só gaste 4 m3 de água por mês terá que pagar mais 10%.
E o PSD/CDS não quer ficar por aqui. O seu estudo economico-financeiro, no último parágrafo, prenuncia já um segundo aumento, nas tarifas relativas à recolha e tratamento de esgotos, que também são inseridas na factura da água.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
PSD/CDS querem aumentar o preço da água em Rio Maior
Clique aqui para conhecer o verdadeiro conteúdo da proposta do PSD/CDS
Até 17 de Dezembro, os munícipes que discordem de algum aspecto da proposta devem fazer chegar as suas sugestões ou reclamações à Câmara Municipal.
Podem fazê-lo por escrito, dirigindo-se à presidência da Câmara, por fax para o nº 243992236, para o endereço electrónico do Municipio de Rio Maior (cmriomaior@mail.telepac.pt.), ou por correio, para a morada Praça da República,2040-320 Rio Maior.
Até 17 de Dezembro, os munícipes que discordem de algum aspecto da proposta devem fazer chegar as suas sugestões ou reclamações à Câmara Municipal.
Podem fazê-lo por escrito, dirigindo-se à presidência da Câmara, por fax para o nº 243992236, para o endereço electrónico do Municipio de Rio Maior (cmriomaior@mail.telepac.pt.), ou por correio, para a morada Praça da República,2040-320 Rio Maior.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A cimenteira chumbou!
Segundo despacho da Agência Lusa, reproduzido por vários órgãos de comunicação social, o Ministério do Ambiente emitiu ontem um parecer negativo à construção da cimenteira em Rio Maior. O parecer confirma as tomadas de posição de todos os que sublinhavam o impacto negativo desta cimenteira, afirmando nomeadamente a sua incompatibilidade com o PDM de Rio Maior e com a Reserva Ecológica Natural, a proximidade ao Parque Natural, a sobrecarga de trânsito que iria causar etc.
Estão de parabéns todos os que denunciaram e se mobilizaram para que não fosse cometido um crime ambiental em Rio Maior.
Estão de parabéns todos os que denunciaram e se mobilizaram para que não fosse cometido um crime ambiental em Rio Maior.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Novos requerimentos sobre poluição de suiniculturas em S. João da Ribeira e na Ribeira de S. João

Na sequência do debate promovido pelo Projecto de Cidadania no passado dia 13 de Novembro, o deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda, apresentou na Assembleia da República dois novos requerimentos sobre poluição de suiniculturas nas freguesias riomaiorenses de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João
Veja os dois requerimentos aqui e aqui.
domingo, 28 de novembro de 2010
Debate sobre a cimenteira
O Movimento Cívico "Ar Puro" promoveu no passado sábado, em Cabeça Gorda, o primeiro debate público sobre o projecto de construção de uma cimenteira em Rio Maior.
Esta iniciativa reuniu cerca de trinta pessoas e contou com a participação de Domingos Patacho, dirigente da Quercus. E também de João da Bernarda e Joaquim Mendes, promotores da petição online "em defesa do desenvolvimento e do ambiente de Rio Maior".
Foi ainda abordado neste evento o problema da poluição causada por suiniculturas nas freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Petição contra a cimenteira
A petição contra a cimenteira apresentada um grupo de moradores de Rio Maior foi hoje notícia no jornal Público que assinala as suas "actuais" 250 assinaturas, que afirma que "a Câmara de Rio Maior não se opõe ao investimento, mas quer mais garantias de que não haverá impactes ambientais significativos e de que serão respeitados aspectos ligados à Rede Natura" e que salienta as posições das associações ambientalistas.
O projecto de cidadania "dar a vez e a voz aos cidadãos" manifesta a sua solidariedade com esta iniciativa e convida todos a juntar-se na assinatura desta petição.
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