O PSD/CDS pretende que a população do concelho de Rio Maior pague mais 15% (227 mil euros) pela água que consome da rede municipal.
O argumento apresentado para este elevado aumento de preços é que a despesa com a aquisição de água à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA “aumentou significativamente durante o ano de 2010, esperando-se para 2011 (...) um incremento da despesa com aquisição de água de aproximadamente 35% dos montantes pagos em 2009. Este aumento deve-se ao facto de terem sido entregues mais dois pontos de água” à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA que “irão servir populações que já eram abastecidas por meios próprios da autarquia”.
Quais são os benefícios que a população ganha com esse aumento brutal da despesa municipal?
Esta premissa fundamental não está explicada no estudo económico-financeiro em que o PSD/CDS baseia a sua proposta.
Será que esse enorme acréscimo de despesa na aquisição de água à empresa ÁGUAS DO OESTE, SA será compensado por uma poupança equivalente nos custos que a Câmara teria de suportar com a manutenção, a seu cargo, dos dois pontos de água que entregou a essa empresa?
Segundo o estudo económico-financeiro apresentado pelo PSD/CDS, essa poupança será de apenas 4 mil euros.
Pagar mais 227 mil euros para apenas poupar 4 mil é um negócio ruinoso e um caso de tremenda má gestão. A população é que tem que pagar por isso?
Ainda por cima, entre os mais atingidos vai estar grande parte dos pequenos consumidores e das famílias que mais poupam água. Segundo a tabela de previsões constante no referido estudo económico-financeiro, uma família (por exemplo, um casal e duas crianças) que consuma apenas 15m3 de água por mês vai sofrer um aumento de 20% na sua factura da água. Mesmo um casal de idosos mais contido, que só gaste 4 m3 de água por mês terá que pagar mais 10%.
E o PSD/CDS não quer ficar por aqui. O seu estudo economico-financeiro, no último parágrafo, prenuncia já um segundo aumento, nas tarifas relativas à recolha e tratamento de esgotos, que também são inseridas na factura da água.

