sábado, 19 de março de 2016

Vespa Velutina leva Terra Chã à Assembleia da República

Pela sua importância para a saúde pública e a biodiversidade, passamos a transcrever, na integra, a notícia publicada, em 13/03/2016, pelo Semanário Região de Rio Maior. Também nos congratulamos pela acção e empenho, da Cooperativa Terra Chã, no sentido de alertar, informar, formar e esclarecer os cidadãos comuns assim como as entidades oficiais, para os perigos inerentes ao aparecimento desta espécie no nosso território. Com a cooperação de todos será mais eficaz o controle desta espécie invasora e predadora.
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Vigilância e controle da Vespa Velutina leva Terra Chã à Assembleia da República.

O tema Vespa Velutina veio para ficar. E é importante que todos saibamos do que se trata… e como se trata!

Não só por ser uma vespa com alta capacidade de predação e de expansão territorial (provocando gravíssimos prejuízos nos setores apícola e agrícola), como se isso, por si só, não bastasse para que as autoridades estivessem de olho no problema, mas também por facilmente se adaptar ao meio envolvente. Isto significa que a Vespa Velutina pode ser encontrada tanto em zonas naturais, como em zonas urbanas e periurbanas, sendo precisamente isso que se tem verificado nas zonas do país já colonizadas pela vespa. Em várias dessas zonas tem havido problemas de saúde e de segurança do cidadão comum.

A falta de informação ou, pior, a desinformação, é o primeiro ponto que leva a que algo corra de mal a muito mal. Foi com este intuito que, a convite do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, a Cooperativa Terra Chã pôde dar o seu contributo para o tema em discussão.

No passado dia 12 de fevereiro, a Cooperativa Terra Chã compareceu na Assembleia da República onde também estiveram presentes a Federação Nacional de Apicultores de Portugal, a Associação de Apicultores do Parque Natural de Montesinho, a Associação Apícola do Minho, a Associação de Apicultores do Cávado e do Ave, a Associação de Apicultores do Norte de Portugal, a Confraria do Mel, especialistas na problemática da Vespa Velutina, nomeadamente o Prof. Dr. Paulo Russo Almeida, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o entomólogo José Manuel Grosso Silva, assim como Marco Portocarrero, especialista em captura de vespas e eliminação dos seus ninhos. Marcaram presença a Direção Geral de Alimentação e Veterinária e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Estiveram ainda presentes vários apicultores, nomeadamente João Tomé, que faz desta atividade sua profissão, assim como alguns cidadãos com interesse no tema.

Nesta audição também participaram deputados do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista.

A mensagem transmitida pela Cooperativa Terra Chã foi clara e suscitou unanimidade entre os presentes:

1º – É necessário que o Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal seja efetivamente implementado em todo o território e que todos os organismos com responsabilidades de coordenação e de controlo assumam isso mesmo;

2º – É essencial que o cidadão seja informado, para que saiba distinguir a vespa, os danos que provoca e a quem ligar caso tenha avistado um ninho ou Velutina;

3º – É imperativo que todas as entidades envolvidas com a proteção do cidadão sejam alvo de formações técnicas para estarem preparadas para o devido combate;

4º – É importante que todas as Câmaras Municipais possam adquirir material de proteção e de controlo dos ninhos de Vespa Velutina;

5º – É vital que seja montada uma zona tampão, com armadilhas seletivas que funcionem como alarme assim que a primeira vespa chegue a esse território ainda não afetado;

6º – É crucial que a destruição dos ninhos avistados seja feita o mais planeada e rapidamente possível, para que esse ninho não seja um ponto de partida para o aparecimento de novos ninhos no ano seguinte.

Esta mensagem foi também claramente percebida pelos deputados das forças políticas presentes. Daqui espera-se que surjam frutos e em tempo útil, para que o problema da Vespa Velutina em Portugal não se alastre e cause danos irreversíveis na biodiversidade, na economia gerada pelos setores apícola, agrícola e florestal, assim como na segurança do próprio cidadão.

Por parte da Cooperativa Terra Chã, os seus associados e formandos já começaram a obter a informação necessária e esse trabalho continuará a ser feito. É para trabalhar em benefício da apicultura, da biodiversidade e da segurança da população que a Cooperativa Terra Chã se predispõe a dinamizar ações de divulgação e de formação à população em geral e às entidades envolvidas no tema, despistar qualquer avistamento de vespas ou ninhos, assim como em participar na monitorização da expansão da vespa e no planeamento e destruição dos ninhos avistados.

Fonte: Cooperativa Terra Chã (Chãos – Alcobertas – Rio Maior)

quarta-feira, 9 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Projecto de Cidadania "dar a vez e a voz aos cidadãos", Assinala o Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de Março, desde 1910, por proposta de Clara Zetkin, em homenagem à dura luta travada em 1857 pelas operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque.

Desde então, através da luta pela emancipação, a igualdade e a dignidade das mulheres, inserida numa perspectiva mais vasta de libertação da humanidade de todo o tipo de opressão e exploração, já muito foi alcançado, mas muito ainda falta realizar.

Recorremos a um singelo poema escrito por uma nossa jovem concidadã, Inês Ferreira, quando tinha apenas dezasseis anos de vida, ou nas palavras da própria: " Tenho 16 anos desde há poucos minutos, por isso, desculpem se acharem que não posso falar muito.", para homenagear todas as mulheres que não desistem de lutar por um mundo melhor.
Apesar das enormes dificuldades com que se confrontam todos os dias das suas vidas, assim como as mais variadas descriminações, injustiças e explorações a que estão sujeitas, desde horários e ritmos de trabalho intensos e desumanos, a mais mil e uma tarefas "domésticas". 


Triste mundo
 
Triste este país onde se emigra para ir fazer noutros países o
que os que lá vivem não querem fazer, quando se critica os que
vêm para cá fazer exactamente o mesmo,
Triste este mundo em que vivo e, por outras vezes, as-
sisto onde ao chegar não se ouve "Boa noite. Como foi
o teu dia?" mas sim: "Então? Já recebeste? Já depositaram o
dinheiro?"

Triste este espaço que chamamos "o nosso planeta", mas que
constantemente destruímos,
Triste está grande parte do mundo, onde pessoas morrem de
obesidade quando noutra parte outras morrem à fome.
Triste este mundo onde se gasta dinheiro para matar pessoas
quando outras morrem por não ter dinheiro.
Triste este mundo por cada pessoa em que nele habita.

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