quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O Projecto de Cidadania congratula-se e está solidário com a EICEL1920, pela realização desta exposição de fotografia, que regista, para memória futura, os rostos e os traços vincados em cada um dos, que ainda foi possível fotografar, "Mineiros de Rio Maior". Este desígnio não podia ser mais demonstrativo da vontade e empenho em registar, defender, recuperar e preservar o património mineiro, material e imaterial, existente no nosso concelho.

Passamos a divulgar o convite, endereçado a todos os riomaiorenres, feito pela EICEL1920:

 

MINEIROS DE RIO MAIOR. Exposição de Fotografia. 




João Severino Inácio (1932-2014). Fotografia por Fernando Penim Redondo, 2014.

Convite para a inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015.


No âmbito de registo da história oral da antiga Comunidade Mineira de Rio Maior, a EICEL1920 tem vindo a realizar entrevistas e reportagens fotográficas com os membros da Comissão de antigos funcionários da EICEL, constituída no seio desta associação.

O resultado das reportagens fotográficas realizadas durante o ano de 2014, pelo fotógrafo Fernando Penim Redondo, será apresentado ao público em exposição intitulada “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015, que este ano têm como tema o “Património Industrial e Técnico”.

A Direcção da EICEL1920 tem o grato prazer de convidar todos os riomaiorenses a marcarem presença na inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro de 2015, pelas 18h00, na sede da EICEL1920, localizada na Rua Cidade de Santarém, n.º 23, em Rio Maior.

No dia 26 de Setembro (sábado), a partir das 15h, a exposição estará aberta ao público em geral. 

A Direcção da EICEL1920.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Projecto de Cidadania " dar a vez e a voz aos Cidadãos" convida os nossos concidadãos a fazerem-se ouvir e exigirem, às autoridades competentes, a despoluição do rio Tejo e seus afluentes, participando nas manifestações, promovidas pela Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo de Portugal e Espanha, que se realizam no dia 26 de Setembro de 2015, pelas 15.00 horas.

Pela despoluição do Tejo e do rio Maior, a concentração está marcada para a ponte da Asseca - Vale de Santarém, por baixo passa o rio MAIOR, já MORIBUNDO, vamos permitir que o MATEM?

Como todos nós sabemos o rio Tejo e todos os seus afluentes, inclusive o rio Maior, têm vindo a sofrer uma sistemática e crescente vaga de poluição que atenta contra toda a espécie de vida, inclusive a humana.

As fontes poluidores tem as mais e diversificadas origens, tanto em Portugal como em Espanha, desde os fertilizantes e os herbicidas utilizados na agricultura intensiva, passando pela: eutrofização produzida pela estagnação das águas nas barragens da Estremadura; descarga de águas residuais urbanas; das indústrias; das suiniculturas; e, outras descargas de efluentes sem o tratamento adequado, até à contaminação radiológica com origem na Central Nuclear de Almaraz, com total desrespeito pelas leis em vigor.

E, perante estes contínuos atropelos e sistemática violação das leis em vigor, as autoridades competentes descartam-se, mesmo quando são informadas pelas organizações ecologistas, cívicas e cidadãos, quer directa ou indirectamente através dos órgãos de informação locais, regionais, nacionais e redes sociais, como por exemplo, as que foram reportadas pelas organizações ecologistas e cívicas locais e vários cidadãos, identificando as fontes poluidoras e, nalguns casos, apesar das autoridades fiscalizadoras terem feito o que lhes competia, como não podia deixar de ser, não houve as consequências adequadas e necessárias, noutros, nem aquelas actuaram e os poluidores mantém as suas acções destruidoras dos ecossistemas aquáticos e na vida dos cidadãos, já que tem repercussões na própria cadeia alimentar.

Segundo as organizações que promovem estas iniciativas, entre outras questões, avançam com algumas das que consideram fundamentais, passamos a trascrever:


"A gravidade desta poluição das águas do rio Tejo acentua-se devido aos caudais cada vez mais reduzidos que afluem de Espanha, diminuindo a capacidade de depuração natural do rio Tejo.

Esta catastrófica situação do rio Tejo e seus afluentes tem graves implicações na qualidade das águas para as regas dos campos, para a pesca, para a saúde das pessoas e impede o aproveitamento do potencial da região ribeirinha para práticas de lazer, de turismo fluvial e desportos náuticos, respeitando a natureza e a saúde ambiental da bacia hidrográfica do Tejo.
Nunca o rio Tejo e seus afluentes registaram tão elevado grau de poluição, de abandono e falta de respeito, por parte de uma minoria que tudo destrói, perante a complacência das autoridades.
Não estão em causa, de modo nenhum, as atividades realizadas por empresas e outras organizações na bacia hidrográfica do Tejo, o que se saúda e deseja, porém tal deve ocorrer de acordo com as práticas adequadas à salvaguarda do bem comum que o rio Tejo e seus afluentes constituem para os seus ecossistemas aquáticos e para as populações ribeirinhas.

Esta MANIFESTAÇÃO CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO TEJO E SEUS
AFLUENTES tem como finalidade reivindicar junto do Governo e da Agência
Portuguesa do Ambiente o seguinte:
1º. O cumprimento da Diretiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom
estado ecológico das águas do Tejo;
2º. O estabelecimento e quantificação de um regime de caudais ecológicos,
diários, semanais e mensais, refletidos nos Planos da Bacia Hidrológica do
Tejo, em Espanha e em Portugal, e na Convenção de Albufeira;
3º. A ação rigorosa e consequente da fiscalização ambiental contra a poluição,
crescente e contínua, que cada vez mais devasta o rio Tejo e os seus
afluentes;
4º. A intervenção junto do governo espanhol com vista ao encerramento da
Central Nuclear de Almaraz, eliminando a contaminação radiológica do rio
Tejo e o risco de acidente nuclear;
5º. A realização de ações para restaurar o sistema fluvial natural e o seu
ambiente, nomeadamente, a reposição da conectividade fluvial."


domingo, 13 de setembro de 2015

Brutal aumento das tarifas da água em Rio Maior: +66%!

É um dos concelhos onde a água é mais cara - segundo estudo da DECO!


Rio Maior é um dos concelhos onde a água é mais cara! - diz a DECO
Estes aumentos, ainda mais chocantes porque acontecem num período de grandes dificuldades económicas, aumentam ainda mais a já pesada carga que os riomaiorenses pagam relativamente aos moradores de outros concelhos.

Um estudo da DECO sobre os tarifários de abastecimento de água, saneamento e resíduos em vigor no mês de Setembro de 2014, comparando 245 municípios do país, concluiu que Rio Maior se encontrava entre os 25 que mais pagam. Considerando um consumo médio de 10m3 em Rio Maior pagava-se anualmente 200.52€. Com o novo tarifário passa a pagar-se 333,60€, um aumento de cerca de 66.5%.
 
Mais alguns números podem ilustrar o peso dos novos tarifários: com um consumo de 5m3, por cada 30 dias, passa de 10.60€ para 15.65€ mais cerca de 47,63%; com 10m3 passa de 16.71€ para 27.80€, mais cerca de 66,3%; com 15m3, de 22,83€ para 39,93€, mais cerca de 75%; com 20m3, passa de 35,04€ para 57.43€, mais cerca de 64%; com 25m3, passa de 47,25€ para 72,42€, mais cerca de 53,27%.
 
O movimento Projecto de Cidadania «Dar a vez e a voz aos cidadãos» manifesta-se contra este brutal aumento das tarifas das águas em Rio Maior.

Consideramos ainda que o contrato entre a autarquia e a empresa «Águas de Lisboa e Vale do Tejo» é ruinoso pagando o município água que não é consumida (através de «consumos mínimos» abusivos já que previstos para o cenário da construção do novo aeroporto na região que não se concretizou) e tratamento de águas residuais que não é efectuado.
 
Ao contrário do que tinha sido prometido, a fusão das empresas das águas não se traduziu em qualquer diminuição do preço ao consumidor final, antes pelo contrário.
 
Assim, a coberto de uma suposta austeridade que ataca os cidadãos para pagar aos especuladores financeiros, temos assistido a uma política de degradação e desinvestimento na qualidade dos serviços públicos que abre muitas vezes portas à sua privatização. Aumentar as tarifas e piorar o serviço costuma ser o primeiro passo nesse caminho Só que o direito à água é um direito humano. E não se pode privatizar ou condicionar um direito humano.
 
Por tudo isto, apelamos aos cidadãos de Rio Maior que façam ouvir a sua voz no sentido de rejeitar este aumento injusto.


Rádio Cister:
"Brutal aumento dos tarifários de água em Rio Maior"

Oeste Global:
"Movimento contesta brutal aumento da água em Rio Maior, município refuta"

Local.PT:
"Brutal aumento dos tarifários de água em Rio Maior"

Notícias do Ribatejo:
"Brutal aumento dos tarifários da água em Rio Maior"
 

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