quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um comentário sobre a Assembleia Municipal de Rio Maior

Um munícipe que foi assistir a uma das últimas sessões da Assembleia Municipal de Rio Maior fez-nos chegar um comentário muito crítico, que nos parece merecedor de alguma reflexão:

“Saí da assembleia agoniado. Desde a ignorância, várias pessoas perderam boas oportunidades de ficarem caladas, o rancor e agressividade gratuita, o descontrolo absurdo. O que está ali em jogo não é o interesse dos Riomaiorenses, mas uma defesa ataque para ver quem fica por cima, é vergonhoso.
Quem ali tem tido um papel mais elucidado são vocês (o Projecto de Cidadania) e só têm de se orgulhar disso.
Há quem pareça querer impor respeitinho falando alto, achei horrível, pode ser que aprenda.
Estejam acima dos ataques pessoais às inseguranças, dificuldades, ignorâncias, burrices.
Não precisam de nada disso para fazer política.
Qualquer ataque pessoal ali é defensivo e palhaçada que desvia da única coisa que importa e não é para ser admitido.
Já se percebeu haver ali quem, quando se zanga, chama agressivo ao outro, se se atrapalha diz que o outro está com os nervos.
Digo-vos isto só para perceberem, porque se entrarem no jogo perdem os argumentos, e perdem o argumento mais importante que é a razão porque ali devem estar, sobejamente mais importante que o narcisismo dos eleitos: o trabalho para o qual se foi eleito para desempenhar.”

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Comboio em Rio Maior não seria rentável?


O jornal Público noticiou que um estudo de viabilidade da construção de um corredor ferroviário entre Caldas da Rainha e Santarém, via Rio Maior, ligando as linhas do Oeste e do Norte, concluiu que o empreendimento "não é rentável", pelo que o projecto, integrado nas compensações da mudança da localização do aeroporto, deverá ser abandonado ou pelo menos adiado.

O referido estudo terá concluído que o projecto teria um impacto financeiro negativo de 165 milhões de euros.

Não sabemos quais os critérios que nortearam este estudo.

Mas sabemos que não deve ser menosprezado o potencial que teria o corredor ferroviário de Rio Maior.

Segundo a ficha do projecto, permitiria reduzir os tempos de trajecto, especialmente nos percursos Sul/Oeste. "A ligação Santarém/Rio Maior/Caldas da Rainha, ao aproximar as zonas Oeste, Norte e Sul, potencia igualmente a existência de novos tráfegos, de passagem, atraídos pelos menores tempos de viagem e melhores condições de exploração".

NOTA: Na foto vê-se o antigo Cais da Mina do Espadanal, em Rio Maior, onde o comboio parava para ser carregado com carvão.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vão aumentar os tempos de espera nas urgências do Hospital de Santarém?

Muitos riomaiorenses recorrem ao serviço de urgência do Hospital de Santarém.
Correm agora o risco de ver aumentar os tempos de espera para atendimento.


Numa pergunta ao ministério da saúde, o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, sublinha que entre as medidas decididas pelo Conselho de Administração do Hospital de Santarém para conter a despesa encontram‐se a redução de custos com prestadores externos para assegurar o Servico de Urgência e a redução do pagamento de horas extraordinárias.

João Semedo chama a atenção que “uma vez que as medidas de contenção de custos, apresentadas pelo Conselho de Administração, não foram acompanhadas por outras medidas, destinadas a compensar a perda de produção associada à diminuição do trabalho extraordinário, corre-se um risco sério de comprometer a qualidade dos cuidados de saúde prestados e aumentar significativamente os tempos de espera.”

O deputado do BE questiona: “significam estas medidas de contenção da despesa que irão ser reduzidos os elementos das equipas de urgência e aumentar o congestionamento e os tempos de espera no Servico de Urgência?”

Senão, “Como pretende o Hospital de Santarém compensar a produção perdida devido à redução do recurso a prestadores externos no Servico de Urgência? E como pretende compensar a redução das horas extraordinárias?”

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